ONU diz que ano de 2016 será o mais mortífero para imigrantes no Mediterrâneo Comente

"E ouvireis de guerras e de rumores de guerras;..." Mateus 24:6

25 de outubro de 2016.

 

De janeiro até outubro, pelo menos 3.740 imigrantes morreram ao tentar atravessar o Mar Mediterrâneo, um número que supera as 3.175 vítimas do mesmo período de 2015 e transformará 2016 no ano mais mortífero para os que se arriscam pela travessia rumo à Europa de que se tem registro, alertou a ONU.

O alto número de mortes contrata com a forte queda da quantidade de pessoas que cruzou o Mediterrâneo nos últimos dez meses: 327.800 em 2016 contra 1.015.078 em 2015, de acordo com dados compilados pelo Alto Comissariado das Nações Unidas para os Refugiados (Acnur).

Durante todo ano de 2015 foram registradas 3.771 mortes no Mediterrâneo, embora se saiba que o número real foi muito superior.

Os dados divulgados pela ONU mostram que uma em cada 88 pessoas que tentou chegou à Europa pelo Mediterrâneo acabou morrendo, um número muito maior do que o de 2015, quando se registrou uma vítima a cada 269 imigrantes que completou a travessia.

Se consideradas apenas as mortes ocorridas na rota entre Líbia e Itália, a taxa sobe para uma vítima a cada 47 pessoas que chegam ao fim do percurso. O uso desse caminho é exatamente uma das principais causas do aumento dos incidentes fatais, já que ele é mais longo e perigoso do que o trecho entre Turquia e Grécia, mais usado em 2015.

Além disso, outra das causas é que as embarcações usadas para realizar as travessias são cada vez mais precárias e, ao mesmo tempo, os traficantes de pessoas as enchem além do limite.

"Outra mudança de tática que detectamos nos últimos meses é que os traficantes estão enviando várias embarcações repletas de imigrantes ao mesmo tempo, complicando o trabalho das equipes de resgate que tem que salvar milhares de pessoas ao mesmo tempo", disse o porta-voz da Acnur, William Spindler.

Por causa disso, a Acnur voltou a pedir mais uma vez que as autoridades criem novas formas para que as pessoas migrem legalmente à Europa para reduzir as perigosas travessias.

Fonte: EFE.

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