ONU: 70% de mulheres sul-sudanesas sofreram violência sexual em Juba

"E ouvireis de guerras e de rumores de guerras;..." Mateus 24:6

02 de dezembro de 2016.

 

Várias mulheres não tiveram tratamento médico para os  ferimentos por longo tempo; comissão quer investigação para recolha de provas desses atos; sobrevivente relatou pagamento com cabra e algum dinheiro como indemnização por estupro.

A Comissão Independente da ONU sobre os Direitos Humanos no Sudão do Sul revelou que "a violência sexual atingiu proporções épicas" no conflito do país e precisa de um foco urgente do mundo.

Com base numa pesquisa da ONU, uma nota emitida esta sexta-feira revela 70% das mulheres da capital Juba "tinha sofrido abuso sexual desde dezembro de 2013". O período marca o início de confrontos entre o governo e a oposição.

Sem tratamento

A onda de violência, que começou em julho na capital sul-sudanesa, foi marcado por "centenas de mulheres que relataram ter sofrido estupro". A Comissão menciona várias pessoas que ainda "não tiveram tratamento médico para os terríveis ferimentos".

Na quinta-feira, o grupo terminou a visita ao país mais novo do mundo onde manteve contacto com mulheres sobreviventes.

A chefe da Comissão, Yasmin Sooka, considera "absolutamente repugnante" a dimensão da violação de mulheres civis bem como "a natureza horrenda"das violações feitas por "homens armados de todos os grupos". Ela disse que o "pior é que não há sentido de indignação com esse horror”.

Estupro coletivo

Sooka disse que houve um "alvoroço" com o estupro coletivo de trabalhadores humanitários em Juba, em julho, mas declarou que "o fato é que isso acontece diariamente com mulheres sul-sudanesas e "o mundo apenas desvia o olhar".

A Comissão pretende pedir a criação de uma equipa de investigação especial   que  no Sudão do Sul deverá recolher as provas dessas ações para que sejam base das ações penais no futuro".

O apelo ao Governo do Sudão do Sul é que os que controlam territórios da oposição permitam um acesso irrestrito aos investigadores das Nações Unidas em todas as áreas do país.

Indemnização

O grupo revela ter falado com uma sobrevivente de estupro cujo caso foi mediado por anciãos da aldeia. Estes mandaram que o autor "pagasse uma cabra e pequena quantia em dinheiro" como indemnização.

Os especialistas relatam que essa forma de mediação informal é o único sistema de justiça disponível.

Escravidão Sexual

Várias mulheres raptadas contaram que foram submetidas à escravidão sexual por grupos armados que se deslocam de casa em casa em busca de meninas.

De acordo com a Comissão, os estupros também ocorrem em campos de deslocados do país onde "há cada vez maiores níveis de violência doméstica".

Os especialistas dizem crer que a única maneira de conter a “normalização” do tipo de abuso é conduzir investigações levando a tribunal os que assumam o comando no terreno.

Fonte: Rádio ONU

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