Obama quer represálias contra a interferência russa nas presidenciais americanas

"E ouvireis de guerras e de rumores de guerras;..." Mateus 24:6

16 de dezembro de 2016.

O Presidente Barack Obama quer que existam represálias à Rússia pela interferência nas eleições presidenciais dos Estados Unidos, através de pirataria informática — a Casa Branca sugeriu que o chefe de Estado russo, Vladimir Putin, estará envolvido. O Governo de Moscou considera as acusações "indecentes".

Obama marcou para esta tarde uma conferência de imprensa, antes de partir para férias no Hawai. Será às 14h14, 19h15 em Portugal Continental. A polémica fez subir a tensão entre Washington e Moscou.

"É preciso acabar com esta conversa, mostrem as provas. Caso contrário, tudo isto é indecente", disse o porta-voz do Kremlin, Dmitri Peskov, aos jornalistas.

Mas Obama garantiu que é preciso reagir às ações da Rússia, depois de terem surgido suspeitas de que piratas informáticos russos terão tido um papel destabilizador durante a campanha eleitoral com o objetivo de prejudicar a candidata democrata derrotada por Donald Trump, Hillary Clinton.

"É óbvio que temos que agir se um governo estrangeiro, seja ele qual for, atenta contra a integridade das nossas eleições", disse Obama. "E agiremos, quando assim o decidirmos". Acrescentou que "certas [represálias] serão explicitas e públicas, outras talvez não".

"Há uma série de análises que ainda estão em curso, no seio das várias agências [de serviços secretos]. Quando tiver um relatório final teremos uma ideia mais correta sobre as motivações que estiveram por detrás de tudo isto".

Obama não mencionou Putin, mas um dos seus conselheiros, Ben Rhodes, afirmou na MSNBC: "Penso que acontecimentos com estas ramificações tão importantes não acontecem no Governo russo sem que Vladimir Putin o saiba (...). Em última análise, Vladimir Putin é responsável pelas ações do Governo russo".

Trump, que tem defendido uma aproximação e cooperação entre os Estados Unidos e a Rússia, voltou a insinuar que a Casa Branca de Obama tem um objetivo partidário nesta acusação. Trump toma posse como Presidente dos EUA a 20 de Janeiro.

"Se a Rússia, ou outra entidade, fez pirataria, porque razão esperou a Casa Branca tanto tempo para o dizer? Porque razão só falaram depois da derrota de Hillary?", escreveu no Twitter.

Os republicanos no Congresso anunciaram que vão abrir um inquérito ao papel da Rússia na campanha eleitoral. E o antigo chefe da CIA, Michael Hayden, disse que Trump é "a única personalidade americana a não reconhecer que os russos lançaram uma grande campanha clandestina para influenciar [decisões] nos Estados Unidos".

Fonte: Público

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