Obama: erros dos EUA no Iraque fizeram surgir Estado Islâmico, mas ele não ameaça americanos

"E ouvireis de guerras e de rumores de guerras;..." Mateus 24:6

07 de dezembro de 2016.

O presidente norte-americano, Barack Obama, reconheceu nesta terça-feira (6) que o combate ao terrorismo no Oriente Médio pode levar várias gerações, mas não ameaça a existência dos EUA. Ele também prometeu não aceitar quaisquer práticas de tortura, onde quer que seja, mesmo que se trate de investigações da inteligência.

O líder norte-americano discursou perante os militares na cidade de Tampa (estado da Flórida). A intervenção do presidente foi transmitida no site oficial da Casa Branca.

Este foi seu último grande discurso sobre a segurança nacional na qualidade de chefe do Estado. Obama deixa o cargo em 20 de janeiro de 2017 para que o novo presidente eleito em novembro, o republicano Donald Trump, assuma o poder.
 
Por ser um "discurso final", foi, por tradição, um discurso de balanço histórico. Em particular, o presidente mencionou os sucessos que, segundo o governo, os EUA conseguiram alcançar no Afeganistão e no Iraque nos anos do seu mandato.
 
A luta contra o extremismo será demorada

Ao mesmo tempo, Obama reconheceu que o país precisará de muito tempo para ter sucesso o combate ao extremismo no Oriente Médio.

"Dizer que estamos observando pregressos não é a mesma coisa que dizer que o trabalho [de combate ao terrorismo] já está terminado. Sabemos que a ameaça mortal permanece, sabemos que o extremismo violento, em alguma forma, ficará conosco durante muitos anos", frisou, adiantando que em muitas partes do mundo, especialmente no Oriente Médio, "caiu a ordem que tinha existido ao longo de muitos anos".

Entre os fatores negativos, Obama enumerou "os profetas falsos que distorcem o Islã", inclusive na Síria. Ao falar dos desafios internos, o presidente falou de "terroristas solidários que se radicalizam através da Internet". Porém, o chefe de Estado afirmou que o terrorismo não representa uma ameaça para os EUA.
 
"Os terroristas de hoje podem matar pessoas inocentes, mas não são uma ameaça à existência do país, pois não se deve cometer um erro e exagerar [suas capacidades] como eles próprios fazem", frisou.
 
O presidente também se manifestou a favor de usar drones na luta contra o terrorismo.
 
As torturas não ajudam, Guantánamo é para fechar
 
Ao abordar a questão da tortura na luta contra o terrorismo, Obama ressaltou que esta é inadmissível.

Fonte: Sputnik

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