Obama acusa Moscou de abuso de força e pede consequências para Pyongyang

"E ouvireis de guerras e de rumores de guerras;..." Mateus 24:6

20 de setembro de 2016.

O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, acusou nesta terça-feira a Rússia de tentar recuperar a "glória perdida" através do uso da força e ressaltou que deve haver "consequências" para a Coreia do Norte por seu último teste nuclear.

"Estamos vendo como a Rússia tenta recuperar sua glória perdida através da força", disse Obama no último discurso de seu mandato na Assembleia Geral da ONU.

"Se a Rússia continuar interferindo nos assuntos de seus vizinhos, (...) com o tempo minguará sua estatura (internacional) e tornará suas fronteiras menos seguras", acrescentou o presidente americano.

Apesar de Obama ter se referido, em parte, à tensão entre Rússia e Ucrânia, suas declarações chegam num momento de especial tensão entre Washington e Moscou por causa da fragilidade do cessar-fogo na Síria e pelo ataque desta segunda-feira contra um comboio humanitário nesse país, do qual os Estados Unidos responsabilizaram os exércitos russo e sírio.

"Não haverá uma vitória militar" que possa resolver em sua totalidade a guerra civil na Síria, por isso é necessário confiar "no duro trabalho da diplomacia para acabar com a violência e entregar ajuda humanitária aos que necessitam", opinou Obama.

Sobre a Coreia do Norte, o presidente americano garantiu que, "quando se testa uma bomba", se põe todo o mundo "em perigo", e "qualquer país que não obedeça às normas internacionais (sobre as armas nucleares) deve enfrentar consequências".

Os EUA estão negociando com a China e outros integrantes do Conselho de Segurança da ONU uma resolução com novas medidas em resposta aos últimos testes com mísseis do regime norte-coreano, que no dia 9 de setembro efetuou seu quinto teste nuclear, o segundo em oito meses e o mais potente até o momento.

Obama também se referiu às disputas territoriais entre o governo da China e seus vizinhos no Mar da China Meridional, ao assegurar que vale mais a pena "resolver pacificamente" essas tensões, já que isso "vai gerar muito mais estabilidade que a militarização de algumas poucas rochas e recifes".

Por outro lado, Obama assegurou que os palestinos devem "rejeitar a incitação (à violência) e reconhecer a legitimidade de Israel", que, por sua vez, deve "admitir que não pode ocupar permanentemente as terras palestinas com assentamentos". 

Fonte: EFE.

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