'O mundo estará observando o que fizerem', adverte EUA ao Irã na ONU

"E ouvireis de guerras e de rumores de guerras;..." Mateus 24:6

06 de janeiro de 2018.

 

Os Estados Unidos advertiram nesta sexta-feira (5) o Irã que o mundo estará observando como responde aos protestos contra o governo dos últimos dias, durante uma reunião sobre o tema no Conselho de Segurança da ONU.

A reunião foi solicitada pelos Estados Unidos para discutir os recentes protestos no país, apesar da crítica ferrenha da Rússia, que acusou Washington de interferir em assuntos internos do Irã.

"O regime iraniano está agora de sobreaviso: o mundo estará observando o que fizerem", disse a embaixadora americana, Nikki Haley, durante a sessão de emergência do Conselho, solicitada por Washington.

"Os iranianos estão mobilizados em mais de 79 localidade em todo o país", disse Haley ao Conselho. "É uma exibição poderosa do valor das pessoas, fartas com o governo opressivo, que estão dispostas a arriscar sua vida nos protestos", acrescentou.

Haley acusou o governo de fazer uma campanha a favor do regime militar na Síria, de apoiar os combatentes xiitas no Iraque e de apoiar uma elite de cúmplices enquanto os cidadãos comuns do Irã enfrentam dificuldades.

Já a Rússia afirmou que corresponde ao Irã "cuidar de seus próprios problemas", ao denunciar a ingerência dos Estados Unidos nos assuntos iranianos.

"Obviamente lamentamos a perda de vidas como resultado das manifestações, que não foram pacíficas, mas deixem o Irã cuidar de seus próprios problemas", disse o embaixador russo Vassily Nebenzia.

Antes da reunião, o Conselho se reuniu a portas fechadas para efetuar consultas sobre a situação no Irã. A Rússia, que acusou Washington de ingerência em assuntos internos iranianos, pediu essas consultas. Alguns diplomatas esperavam que a Rússia convocasse uma votação processual para bloquear a reunião, mas, ao fim, o enviado de Moscou não fez a solicitação.

Protestos 

Ao menos 21 pessoas morreram e centenas foram detidas durante os protestos contra as dificuldades econômicas e o governo em Teerã.

Após seis dias de protestos, na quarta-feira a Guarda Revolucionária, unidade de elite das forças de segurança do país, enviou forças a três províncias para conter os distúrbios.

Os protestos, inicialmente motivados pelas dificuldades econômicas enfrentadas pelos jovens e pela classe trabalhadora, se transformaram em um levante contra os poderes e privilégios de uma elite alienada, especialmente o líder supremo, aiatolá Ali Khamenei.

As passeatas antigoverno, que parecem ser espontâneas e não ter um líder claro, começaram em bairros da classe trabalhadora e em cidades menores, mas também parecem estar ganhando impulso junto à classe média instruída e aos ativistas que participaram dos protestos de 2009.

O Irã também realizou manifestações pró-governo em várias cidades nesta quinta-feira, inclusive em Mashhad, a segunda maior cidade da nação. A televisão estatal mostrou milhares de manifestantes com cartazes de Khamenei e faixas dizendo "Morte aos sediciosos".

Nos últimos dias, os Estados Unidos têm se esforçado para obter o apoio do Conselho de Segurança, especialmente dos seis novos membros não permanentes, disseram diplomatas.

Fonte: AFP

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