Novos confrontos na Caxemira indiana elevam para 5 mil o número de feridos

"E ouvireis de guerras e de rumores de guerras;..." Mateus 24:6

09 de agosto de 2016.

Dezenas de pessoas ficaram feridas em novos conflitos na parte indiana da Caxemira que, nesta segunda-feira, completou um mês de toque de recolher em razão dos protestos da oposição nas ruas e no parlamento, enquanto se iniciam contatos entre os governos central e regional.

Segundo o jornal "Greater Kashmir", pelo menos sete pessoas ficaram feridas em confrontos entre manifestantes e forças de segurança no distrito de Anantnag. Com isso, já são 56 mortes e cerca de 5 mil feridos na região no último mês.

Além disso, dois membros das Forças de Segurança de Fronteiras e um insurgente morreram em uma troca de tiros na Linha de Controle, fronteira entre Índia e Paquistão, uma das zonas mais militarizadas do mundo, informou no Twitter o Comando Norte do Exército indiano.

A região norte da capital regional, Srinagar, e partes de outros dois distritos amanheceram sob toque de recolher, enquanto imperam "restrições" à liberdade de reunião sob a seção 144 do Código de Procedimento Penal indiano no restante da região, informou à Agência Efe uma fonte policial que pediu o anonimato.

O agente assegurou que a situação está "sob controle", um mantra que as forças de segurança repetem diariamente desde a morte em 8 de julho de Burhan Wani, insurgente do grupo separatista Hizb ul Mujahideen (HM), o que desencadeou a pior onda de violência em seis anos.

Esta fonte e outro porta-voz da polícia, que também pediu para não ser identificado, negaram a existência de confrontos na região durante a manhã, mas a Efe pôde constatar alguns protestos sendo reprimidos com tiros de balas de chumbo em Srinagar.

Em seu calendário de ações para a semana, a aliança separatista da Caxemira Hurriyat, que convocou os protestos, pediu que a população bloqueasse hoje "todas as estradas que levam à Secretaria Civil em Srinagar" e a outros escritórios governamentais da região.

O principal partido de oposição da Caxemira, a Conferência Nacional, organizou, por sua vez, um protesto na capital contra as mortes de civis no último mês.

Levando cartazes com palavras de ordem como "Parem o uso da força excessiva" ou "Parem os assassinatos de inocentes", líderes e militantes do partido marcharam pelas ruas da cidade.

Em Délhi, o líder da oposição no parlamento, Ghulam Nabi Azad, denunciou o silêncio do governo central diante da situação "muito tensa" na Caxemira indiana.

A chefe do Executivo da Caxemira, Mehbooba Mufti, que governa em coalizão com o partido nacionalista hindu BJP do primeiro-ministro da Índia, Narendra Modi, chegou hoje a Délhi para debater a situação com vários ministros.

A Caxemira é a única região indiana com maioria muçulmana, onde ocorreram duas guerras e vários conflitos menores entre Índia e Paquistão, que reivindica sua soberania desde a partilha do subcontinente em 1947, após a independência do Império britânico.

"A situação não é boa", reconheceu à Efe uma fonte do Departamento de Educação da Caxemira, que pediu o anonimato.

As autoridades regionais se viram obrigadas a estender as férias escolares de verão para até 24 de julho, mas, desde então, ainda "não foram capazes" de retomar as aulas, afirmou a fonte do Departamento de Educação da Caxemira.

A paralisação deve continuar pelo menos até 15 de agosto, quando as medidas de segurança serão intensificadas devido às celebrações do Dia da Independência da Índia. 

Fonte: EFE.

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