Norte-coreanos enviaram dois carregamentos ao programa de armas químicas da Síria, diz relatório da ONU

"E ouvireis de guerras e de rumores de guerras;..." Mateus 24:6

22 de agosto de 2017.

 

Um relatório confidencial das Nações Unidas (ONU) sobre violações de sanções pela Coreia do Norte, divulgado nesta terça-feira (22), apontou que nos últimos seis meses foram interceptados dois carregamentos norte-coreanos destinados ao programa de armas químicas do governo da Síria.

O relatório, feito por um grupo especialistas independentes, foi apresentado ao Conselho de Segurança da ONU, mas não dá detalhes sobre quando ou onde os carregamentos foram interceptados ou sobre qual era o conteúdo de ambos.

“O painel está investigando a cooperação militar proibida entre a Síria e Coreia do Norte nos setores de armas químicas, mísseis balísticos e armas convencionais", informam os especialistas no relatório de 37 páginas.

A entidade norte-coreana responsável pela venda de armas no exterior (KOMID, na sigla em inglês) está na lista negra do Conselho de Segurança desde 2009, sendo apontada como principal exportador de equipamentos relacionados a mísseis balísticos e armas convencionais. Em março de 2016, o Conselho também colocou na lista negra dois representantes da KOMID na Síria.

Os especialistas da ONU informaram que as atividades entre a Síria e a Coreia do Norte que estavam sob investigação incluíram a cooperação nos programas de mísseis de longo alcance modelo Scud e a manutenção e reparo de sistemas de defesa aérea e de mísseis de superfície e aéreos sírios.

Os embaixadores norte-coreano e sírio nas Nações Unidas não quiseram se manifestar sobre o assunto.

A Coreia do Norte está sob sanções da ONU desde 2006 por causa do desenvolvimento de programas de mísseis balísticos e nucleares. Nos últimos meses o Conselho de Segurança aumentou as medidas em resposta a cinco testes nucleares e quatro lançamentos de mísseis de longo alcance.

A Síria, por sua vez, aceitou destruir seu arsenal de armas químicas em 2013 após um acordo negociado pela Rússia e os Estados Unidos. No entanto, diplomatas e inspetores suspeitam que Damasco tenha mantido secretamente um arsenal químico ou desenvolvido novas armas químicas.

Durante a guerra civil síria, que dura mais de seis anos, a Organização para a Proibição de Armas Químicas denunciou o uso de gas sarin, agente químico proibido pelas convenções internacionais, pelo menos duas vezes, enquanto o uso de cloro como arma foi generalizado. O governo sírio sempre negou o uso de armas químicas.

Fonte: Reuters

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