NI: Atual poder militar dos EUA é uma 'sombra pálida' de si mesmo

"E ouvireis de guerras e de rumores de guerras;..." Mateus 24:6

24 de novembro de 2016.

O poder militar dos EUA está diminuindo sem parar, escreveu o vice-presidente do Instituto Lexington, Dan Goure, em um artigo para a revista The National Interest.

Assim, nas tropas terrestres do exército americano prestam hoje serviço 479 mil soldados (o menor número de sempre desde a Guerra Fria); ficaram apenas 30 brigadas, um terço menos de que três anos atrás.
 
A Marinha dos EUA tem ao seu dispor 273 veículos, o mesmo número com que os EUA entraram na Primeira Guerra Mundial em 1917. A Força Aérea conta com 5 mil aeronaves, menos do que tinha depois da Segunda Guerra Mundial em 1947.

Em geral, as capacidades das tropas terrestres, da Marinha e da Força Aérea dos EUA diminuíram em cerca de 40%, se compararmos com o fim da Guerra Fria, estima o especialista. Dan Goure indica um exemplo curioso: em 1972, durante as incursões no Vietnã, os Estados Unidos perderam cerca de 20 bombardeiros A-52, no entanto, se os aviões derrubados naquele tempo eram "uma percentagem insignificante da frota aérea americana", hoje em dia a perda do mesmo número de bombardeiros significaria a perda de 10% do total. Se isso acontecesse, a aviação seria "completamente dessangrada", escreve o autor. "

No auge da Guerra Fria, na década de 1960, os EUA adotaram a doutrina segundo a qual o exército norte-americano poderia, caso necessário, fazer a guerra em simultâneo com a União Soviética e a China e com qualquer outro país.
 
Após o colapso da União Soviética, no comando das Forças Armadas dos EUA surgiu a opinião de que a principal ameaça era proveniente de potências regionais como a Coreia do Norte e Irã. Então foi criada a doutrina segundo a qual os EUA podiam participar simultaneamente em dois conflitos regionais. Mas, na verdade, como afirma Goure, o nível do poder militar dos EUA não se adequou aos requisitos. Em caso da guerra simultânea em duas regiões, Washington seria capaz de participar de apenas uma.

Atualmente há uma tendência perigosa: a necessidade de poder militar está crescendo, mas a capacidade militar do país está diminuindo, acredita o especialista.
 
O manual do Departamento da Defesa norte-americano anunciou a lista de ameaças estratégicas para os EUA: é a Rússia, China, Coreia do Norte, Irã e o terrorismo islâmico. Qualquer conflito regional com os dois primeiros países da lista provavelmente não será "regional".
 
Para além disso, os EUA mantiveram por muito tempo a sua superioridade tecnológica, mas agora esta está sendo nivelada significativamente por meio dos esforços da Rússia e da China no desenvolvimento "de respostas adequadas" às armas de alta tecnologia norte-americanas, diz a publicação. Mesmo a Coreia do Norte (que não há muito tempo se tornou potência nuclear) tem a capacidade de atacar as bases militares dos EUA na Ásia, e o raio de destruição dos mísseis iranianos abrange quase todo o Oriente Médio.

Existe uma alta probabilidade de que, em caso um grande conflito regional com a participação dos EUA, as perdas poderão ser surpreendentemente altas. Na realidade, as Forças Armadas americanas já não têm a superioridade em número e qualidade do poder militar, conclui o autor do artigo da revista The National Interest.
 
Fonte: Sputnik

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