Múltiplos ataques suicidas atingem a Arábia Saudita

"E ouvireis de guerras e de rumores de guerras;..." Mateus 24:6

05 de julho de 2016.

Dois dias antes do fim do Ramadã, homem-bomba detona colete explosivo próximo à Mesquita do Profeta, a segunda mais sagrada do islã. Horas antes, país registra explosões em Qatif e perto de consulado americano em Jidá.

Um homem-bomba se explodiu perto da mesquita Al-Masjid al-Nabawi (Mesquita do Profeta), em Medina, na Arábia Saudita. A mesquita é a segunda mais sagrada do islã. Além disso, outros dois ataques suicidas ocorrem, nesta segunda-feira (04/07), no país: um perto de uma mesquita na cidade de Qatif e outro perto de um consulado americano na cidade de Jidá.

Segundo a emissora estatal Arabiya, ao menos três seguranças foram mortos com a explosão em Medina, incluindo o agressor. O jornal saudita Okaz informou que o homem-bomba se explodiu num estacionamento perto da mesquita. Já o diário Sabq, visto como próximo à família real, publicou algumas fotos, que mostram um pequeno incêndio e danos materiais em carros estacionados.

Forças de segurança eram o alvo do atentado, segundo autoridades, que, no entanto, não confirmaram o relato do número de mortos da emissora Arabiya.

A segunda-feira foi marcada por outros dois ataques na Arábia Saudita. Um duplo ataque suicida foi executado perto da mesquita de Faraj al-Omran, no centro da cidade de Qatif, de maioria xiita. Não há relatos de mortes, exceto a dos próprios homens-bomba. Os agressores se explodiram depois que tiveram suas entradas à mesquita negada.

O lugar foi cercado pelas forças de segurança. Nas redes sociais, moradores da região divulgaram vários vídeos do local do ataque, em que mostram um leve incêndio produzido pela explosão.

Horas antes, outro terrorista suicida detonou um colete de explosivo perto do consulado dos Estados Unidos na cidade de Jidá, no litoral do país, ao pé do Mar Vermelho, causando ferimentos a dois seguranças, informou o Ministério do Interior da Arábia Saudita.

A onda de ataques suicidas ocorre dois antes da festa do Eid al-Fitr, que marca o fim do mês sagrado do Ramadã, durante o qual os muçulmanos jejuam durante o dia. Não houve reivindicações imediatas da responsabilidade pelos ataques. A organização extremista sunita "Estado Islâmico" (EI), que vê os xiitas como hereges, reivindicou ataques anteriores em Qatif, incluindo um em maio de 2015, que matou 22 pessoas numa mesquita.

A província de Qatif, no leste do país, foi palco de protestos por parte dos xiitas, assim como de atos violentos como ataques contra delegacias e membros das forças de segurança. As áreas de maioria xiita da Arábia Saudita se queixam da marginalização legal sofrida no país, já que o grupo não pode se alistar no Exército ou trabalhar para os ministérios do Interior e de Relações Exteriores, além de outras limitações.

Fonte: DW.

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