Moscou: não é possível recuperar contatos militares Rússia-EUA durante mandato de Obama

"E ouvireis de guerras e de rumores de guerras;..." Mateus 24:6

14 de novembro de 2016.

Moscou considera que os contatos entre militares russos e norte-americanos relativamente à Síria não são inúteis, mas seu restabelecimento durante a atual administração norte-americana é impossível, disse o vice-ministro das Relações Exteriores russo, Sergei Ryabkov, aos jornalistas.

“A velha postura da administração norte-americana [sob o presidente Obama], que nós bem conhecemos, é contraditória na sua raiz: por um lado, ela afirma que a cooperação com a Rússia não é viável, e por outro, incentiva a cooperação no que se trata às medidas para impedir incidentes no espaço aéreo. Dá vontade de perguntar à chefia militar norte-americana: o que ela entende por cooperação?”, disse Ryabkov ao comentar a notícia sobre o Pentágono ter recomendado ao presidente norte-americano não cooperar com a Rússia na Síria.
 
“Quanto à interação no âmbito da crise síria, em particular, acreditamos que os contatos numerosos e contínuos dos representantes dos Ministérios da Defesa, das chancelarias russa e norte-americana em relação a esta questão não são inúteis. Não estamos interessados nisto mais que os EUA. Mas já que a administração atual, que está concluindo seu mandato, se alinha a tal rumo, pelas razões que não têm nada a ver com a prática, vamos nos basear em tal abordagem. Claro que não estamos dispostos a convencer as chefias do Pentágono a mudar algo neste plano”, adiantou o vice-chanceler.
 
Deste modo, o restabelecimento dos contatos militares entre a Rússia e os EUA sob administração atual é impossível, acredita o diplomata.

“Se falarmos de restabelecimento de contatos de larga escala no domínio militar, rompidos há muito e sem retorno pela administração de Obama, então parece que este problema já não será resolvido sob a atual administração, visto que ela está persistindo nesta postura”, disse o vice-ministro durante uma entrevista coletiva.
 
Como frisou o diplomata, é cedo demais para fazer conclusões sobre a hipótese de estabelecer tais contatos, tanto em assuntos gerais como em áreas particulares, após a eleição de Trump.
 
“Quem viver – verá, vamos julgar pelo que for feito”, sublinhou.
 
Fonte: Sputnik

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