Morte de menino gera novos protestos violentos na Caxemira

"E ouvireis de guerras e de rumores de guerras;..." Mateus 24:6

17 de setembro de 2016.

A morte de um menino de 11 anos supostamente atingida por balas de chumbo usadas pela polícia voltou a despertar indignação na região da Caxemira, na Índia, que vive uma crise política há mais de dois meses e com confrontos violentos que já deixaram 85 mortos e mais de 10 mil feridos.

Centenas de pessoas foram neste sábado ao funeral de Nasir Shafi Qaz, em Harwan, nos arredores de Srinagar, capital da Caxemira indiana (apenas durante o verão), depois que o garoto foi encontrado morto supostamente por disparos de balas de chumbo usadas habitualmente pela polícia local.

Moradores da região disseram à Agência Efe que o menino tinha desaparecido na tarde de sexta-feira e foi achado já sem vida após confrontos entre manifestantes e policiais.

Uma fonte da Polícia da Caxemira confirmou a morte de Nasir, mas alegou que "não está comprovado" se ele foi atingido por balas de chumbo ou mesmo se este foi o motivo que o levou a morrer.

A fonte também afirmou que as autoridades voltaram a estabelecer restrições (um nível de proibição dos direitos de ir e vir inferior ao toque de recolher) em Srinagar depois que a morte do garoto provocou ontem grandes protestos.

A morte de Nasir se soma a outra, também ocorrida ontem, de um menino de 14 anos, no distrito de Pulwama. Ele havia sofrido ferimentos supostamente por um recipiente de gás lacrimogêneo, segundo a imprensa indiana.

Em 8 de julho, após a morte de um jovem insurgente separatista, a Caxemira indiana entrou em sua pior crise de instabilidade desde 2010.

Essa morte levou milhares de pessoas às ruas e a uma onda de protestos contra o governo indiano e o governo de coalizão entre o partido caxemiriano PDP e o governista BJP, do primeiro-ministro Narendra Modi.

O governo optou por estabelecer praticamente de maneira continua desde então o toque de recolher ou restrições de movimento, de reunião e comunicação para pessoas ou grupos, para evitar confrontos que já causaram 85 mortes.

Fonte: EFE.

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