Milhares podem ser usados como escudos humanos em Mossul

"E ouvireis de guerras e de rumores de guerras;..." Mateus 24:6

18 de outubro de 2016.

 

A ofensiva das tropas iraquianas e da coalizão em Mossul tem provocado um forte temor do agravamento da tragédia humanitária que atinge a região do Oriente Médio.

A Organização Internacional para as Migrações (OIM) disse nesta terça-feira (18) temer que dezenas de milhares de civis sejam usados como escudos humanos pelos combatentes do Estado Islâmico

O chefe da OIM no Iraque, Thomas Weiss, disse também esperar um aumento no número de pessoas que sejam forçadas a deixar Mossul à medida que as operações militares chegam aos arredores da cidade.

O Alto Comissariado da Organização das Nações Unidas para Refugiados (Acnur) afirmou que até 100 mil iraquianos podem se deslocar para Síria e Turquia para fugir da ofensiva. Eles estão fazendo preparativos na Síria para receber até 90 mil refugiados iraquianos.

Iraquianos se instalam em campo de refugiados na cidade síria Al-Hol  (Foto: Delil Souleiman / AFP)
 
Iraquianos se instalam em campo de refugiados na cidade síria Al-Hol (Foto: Delil Souleiman / AFP)
 

Máscara
Falando por telefone de Bagdá, Thomas Weiss disse que a OIM tinha começado a procurar máscaras de gás devido aos temores de um ataque com armas químicas, mas tinha conseguido muito poucas até o momento.

Ofensiva estratégica
Foi a partir de Mossul, que é o líder Abu Bakr al-Baghdadi declarou um califado, um estado regido de acordo com a lei islâmica, no território controlado pelo grupo no Iraque e na Síria.

Mossul caiu com relativa facilidade sob controle dos extremistas em junho de 2014, em parte pela profunda desconfiança da população local a respeito das forças de segurança iraquianas, dominadas pelos xiitas. O Estado Islâmico, também conhecido como Daesh ou ISIS, foi criado a partir de radicais do braço iraquiano da Al-Qaeda.

A região de Mossul, no norte do país, é rica em poços de petróleo e a venda do produto se tornou uma importante fonte de rendas para o grupo terrorista. A cidade também fica perto da fronteira com a Turquia, uma posição estratégica para a dinâmica de comércio local. Os turcos são acusados de comprar petróleo dos jihadistas, o que eles negam veementemente.

Além da questão simbólica, a perda de Mossul contribuirá para enfraquecer ainda mais os jihadistas economicamente.

Fonte: G1.

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