Mais uma faísca no Oriente Médio: Líbano terá presidente pró-iraniano

"E ouvireis de guerras e de rumores de guerras;..." Mateus 24:6

30 de outubro de 2016.

 

Passados dois anos de vácuo presidencial e de uma crise política que tem paralisado o Líbano, o país finalmente tem um candidato para o cargo de chefe de Estado, cujo destino vai ser decidido nas eleições na segunda-feira (31).

Se trata de  Michel Aoun, cristão de 81 anos. O político é conhecido por seu alinhamento com o movimento xiita Hezbollah, apoiado pelo Irã, que fornece apoio militar ao presidente sírio, Bashar Assad.

Mais de dois anos sem presidente

O Líbano vive sem chefe de Estado desde que o presidente Michel Suleiman se aposentou no final do seu mandato em maio 2014, sem ter sido atingido acordo sobre um substituto. Segundo a Constituição, neste caso, o chefe de Estado deve ser eleito pelo Parlamento. É de assinalar que o sistema político libanês diz que o presidente deve ser um cristão maronita, o primeiro-ministro sunita e presidente do parlamento xiita.

Desde então, o parlamento reuniu-se mais de 40 vezes mas foi incapaz de eleger um presidente devido à falta de quórum de dois terços.

No entanto, a virada final foi tomada pelo ex-primeiro-ministro Saad Hariri, principal líder sunita apoiado pela Arábia Saudita, que aprovou formalmente a candidatura de Aoun à presidência na semana passada. Em troca disso, Aoun lhe prometeu o cargo de primeiro ministro, informa a Reuters.

Sair da crise

O próprio Hariri, por sua vez, descreveu sua decisão, que vai contra suas convicções políticas, como necessária para "proteger o Líbano, proteger o sistema [político], proteger o Estado e proteger o povo libanês".

Hariri explicou que a aprovação veio depois de todas as outras opções terem esgotado. Uma vez que o Líbano tiver um presidente, espera-se que as instituições políticas do país paralisadas pela crise sejam reativadas.

Linha regional e internacional

Ao mesmo tempo, analistas acreditam que a eleição de Aoun também afetará a política regional para além do Líbano e da Síria, e terá implicações para a rivalidade entre a Arábia Saudita sunita e o Irã da maioria xiita.

"A escolha de Aoun é uma clara vitória para o eixo pró-iraniana e outra derrota para a Arábia Saudita", citou a agência Associated Press Paul Salem, vice-presidente de política e pesquisa do Instituto do Oriente Médio em Washington.

Além disso, especialistas opinam que o novo presidente também pode se tornar uma dor de cabeça para os EUA.

Fonte: Sputnik

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