Mais de 250 mil crianças afetadas pelo conflito na Colômbia desde 2013

"E ouvireis de guerras e de rumores de guerras;..." Mateus 24:6

21 de março de 2016.

Unicef afirmou que elas sofreram o impacto mesmo durante as negociações de paz, que começaram há três anos; agência da ONU calcula que neste período pelo menos mil menores foram recrutados por grupos armados.

O Fundo das Nações Unidas para a Infância, Unicef, alertou que mais de 250 mil crianças foram afetadas pelo conflito na Colômbia desde 2013.

Segundo um relatório da agência da ONU, apesar das negociações de paz entre o governo e as Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia, Farc, mais de 230 mil menores de idade foram deslocados por causa da violência.

Prioridade

O Unicef calcula que nos últimos três anos, mil crianças foram usadas como soldados ou recrutadas por grupos militares para lutar nos combates entre os dois lados.

O representante da agência na Colômbia, Roberto de Bernardi, afirmou que “com a continuidade das negociações de paz para pôr um fim a meio século de guerra no país, é crucial tornar prioridade os interesses e a proteção dos menores”.

Bernardi disse que “nenhuma criança colombiana hoje sabe o que é viver num país em paz”.

O relatório diz que as negociações entre governo e Farc ajudaram a melhorar a situação no terreno. Entre 2013 e 2015, o número de crianças mortas ou feridas por minas terrestres ou explosivos não detonados caiu pela metade e a quantidade de crianças deslocadas diminuiu 40%.

Violência Sexual

Em números, o Unicef mostra que durante esse período, pelo menos 75 crianças morreram e 180 ficaram feridas. As minas terrestres mataram ou feriram 130 menores. Pelo menos 180 crianças foram vítimas de violência sexual.

O documento revela ainda que 65 escolas foram danificadas pelos conflitos ou estão sendo usadas para fins militares. Pelo menos 10 professores foram assassinados.

Segundo a agência da ONU, o deslocamento forçado, a insegurança, o medo de recrutamento, ameaça de violência sexual e a presença de minas terrestres estão causando a fuga escolar.

O representante do Unicef afirmou que mesmo que o acordo de paz fosse assinado amanhã, as crianças vão continuar sofrendo o risco de todos os tipos de violações.

Vítimas

Para Bernardi, “a menos que os menores recebam a assistência psicológica e o material que necessitam, as perspectivas de uma paz duradoura continuarão sendo ilusórias”.

O Unicef afirma que as crianças associadas a grupos armados são vítimas que precisam de proteção, de reunificação familiar e de receber apoio para se reintegrarem à sociedade.

A liberação de menores de 18 anos dos grupos armados não pode estar ligada a um acordo de paz. Segundo a agência, “não há lugar para crianças em guerras”.

Bernardi afirmou que “a não ser que as crianças tenham acesso a melhores oportunidades, se filiar a outro grupo armado será a única chance que elas terão para sobreviver”.

Fonte: Rádio ONU.

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