Maduro ordena exercícios militares e pede "revolução" nas Forças Armadas

"E ouvireis de guerras e de rumores de guerras;..." Mateus 24:6

11 de janeiro de 2019.

 

O presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, disse nesta quinta-feira que ordenou que os altos comandantes do país realizem exercícios militares dentro de um mês, ao mesmo tempo em que pediu uma "revolução" nas Forças Armadas, poucos dias depois de um incidente da Marinha com dois navios de prospecção petrolífera na fronteira com a Guiana.

"Dei a ordem para que façamos as primeiras operações integrais cívicas-militares de defesa nacional (...), toda as Forças Armadas desdobradas defendendo o território, unidas com o povo defendendo a nossa pátria", disse Maduro em um ato com militares horas depois de tomar posse para seu segundo mandato.

O presidente venezuelano acrescentou que os exercícios acontecerão entre os próximos dias 10 e 15 de fevereiro, e coincidirão com as celebrações do bicentenário do Congresso de Angostura, quando foi criada a primeira Constituição do país.

Maduro disse também que nos próximos seis anos do seu segundo mandato, cuja legitimidade é questionada pela oposição e vários países do mundo, se deve "aprofundar a revolução" nas forças militares, que nesta mesma tarde lhe juraram lealdade.

Embora não tenha antecipado como se deve aplicar esta revolução, disse que são relativos à "doutrina militar" e ao "sistema de armas", que tem na Rússia e na China seus principais provedores.

Além disso, pediu que a milícia, um corpo com mais de 1,6 milhão de combatentes segundo informou recentemente o próprio Maduro, seja integrado de alguma maneira "no seu treinamento e desdobramento às forças profissionais".

Estas declarações acontecem após o incidente entre a Marinha da Venezuela e dois navios da empresa Exxon Mobil, que exploravam, no final de dezembro, águas que o país caribenho e a Guiana reivindicam como suas.

Maduro voltou a referir-se hoje ao assunto, que culminou com a expulsão dos navios da região que a Venezuela assegura lhe pertencer, e afirmou que se tratou de uma "jogada imperialista de provocação" e uma "incursão ilegal em mar jurisdicional venezuelano".

Fonte: EFE

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