Lavrov constata piora nas relações com EUA por "russofobia agressiva"

"E ouvireis de guerras e de rumores de guerras;..." Mateus 24:6

09 de outubro de 2016.

O ministro das Relações Exteriores russo, Sergey Lavrov, constatou neste domingo uma piora nas relações com os Estados Unidos devido à "russofobia agressiva" com "atos hostis" como a mobilização de armamento perto da Rússia e a imposição de sanções.

"Não se trata apenas de uma russofobia retórica, mas de passos agressivos que afetam realmente nossos interesses e ameaçam a nossa segurança", disse Lavrov em entrevista à televisão pública.

Lavrov mencionou a aproximação da infraestrutura militar da Otan perto das fronteiras russas, desde armamento pesado dos EUA à aviação aliada ou ao escudo antimísseis, seja em sua versão europeia ou asiática.

"Certamente, as sanções são também uma demonstração de ações não amistosas, inclusive diria que hostis", destacou.

Lavrov afirmou que nos últimos tempos a Rússia constatou "mudanças radicais" nas relações bilaterais devido a uma "russofobia agressiva" que se instalou no núcleo da política externa americana.

O ministro russo disse que, quando John Kerry foi nomeado secretário de Estado americano, ambos decidiram criar relações "maduras", "sem chiliques infantis" e em pé de igualdade.

"Na política é muito importante não fechar portas. Mas não se pode contar que funcione a variante na qual só e exclusivamente se garantem os seus interesses e o resto deve dizer: 'entendido'. Isso nunca é assim e agora certamente que não vai a ocorrer", ressaltou.

Na opinião de Lavrov, um dos motivos das más relações é a frustração nos EUA, cuja hegemonia mundial já não é mais tão indiscutível como era quando a União Soviética se desintegrou, há 25 anos.

"Eu entendo. É um processo doloroso", destacou.

Lavrov também considerou inaceitáveis os "epítetos" que os lídeeres ocidentais utilizam em relação ao presidente russo, Vladimir Putin.

"Não lembro de nenhuma ocasião em que Putin se referiu de maneira desrespeitosa a um de seus colegas, independentemente do que disseram ou fizeram sobre a Rússia", lembrou.

O ministro russo ainda criticou o atual governo americano por se negar a retomar a cooperação nuclear suspensa após a anexação da Crimeia, o que motivou a recente suspensão do tratado de reutilização do plutônio militar por parte do Kremlin. 

Fonte: EFE.

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