Kerry apoia Poroshenko em relação à Rússia

"E ouvireis de guerras e de rumores de guerras;..." Mateus 24:6

14 de fevereiro de 2016.

 

O secretário de Estado dos EUA, John Kerry, se reuniu neste sábado em Munique com o presidente da Ucrânia, Petro Poroshenko, e reafirmou o apoio de Washington em relação à Rússia pelo conflito no leste ucraniano, informou o governo.

O porta-voz de Kerry, John Kirby, indicou em comunicado que a reunião aconteceu paralelamente à Conferência de Segurança realizada na cidade alemã, na qual Poroshenko expressou hoje firme oposição à retirada de sanções do Ocidente a Moscou para favorecer uma solução na Síria.

Na reunião com o governante ucraniano, "Kerry reafirmou o forte apoio dos Estados Unidos ao total cumprimento dos acordos de Minsk", disse Kirby em referência ao compromisso assinado com Moscou para conseguir um cessar-fogo e resolver o conflito separatista pró-Rússia no leste ucraniano. Para isso, Kerry também pediu união aos líderes ucranianos, segundo seu porta-voz.

Em discurso na Conferência de Munique, Poroshenko insistiu em responsabilizar o presidente russo, Vladimir Putin, por supostamente estar por trás do referendo que permitiu a anexação russa da Crimeia e a desestabilização vivida pelo leste ucraniano com o fornecimento de armas aos rebeldes pró-Rússia e o envio de tropas.

"Odeio a ideia dos pedidos de diálogo com a Rússia por causa do que está acontecendo no mundo", afirmou o governante ucraniano aos líderes ocidentais, aos quais pediu para que o confronto com Moscou seja mantido até que acabem as "agressões" russas em seu país e em outros lugares como a Síria.

Sobre a situação econômica ucraniana, Kerry pediu a Poroshenko "um progresso mais rápido nas reformas e contra a corrupção" e, especialmente, adotar os "passos urgentes recomendados" pelo Fundo Monetário Internacional (FMI), disse Kirby.

A diretora-gerente do FMI, Christine Lagarde, emitiu nesta semana uma declaração para advertir a Ucrânia sobre a dificuldade de continuar com o programa de ajuda ao país sem que haja um "esforço substancial" de sua parte contra a corrupção.

"Sem um novo esforço substancial para fortalecer as reformas de governabilidade e combater a corrupção, é difícil ver como o programa respaldado pelo FMI pode continuar e ter sucesso", sustentou Lagarde, que se mostrou preocupada pelo pouco avanço "na redução da influência de interesses particulares no projeto de políticas" na Ucrânia.

O programa do FMI de ajuda à Ucrânia é avaliado em US$ 17,5 bilhões com quatro anos de duração e está incluído em um pacote internacional de aproximadamente US$ 40 bilhões, com a participação de União Europeia, EUA e outros organismos internacionais.

Na semana passada, o ministro da Economia ucraniano, Aivaras Abromavicius, apresentou sua renúncia após denunciar a corrupção dentro da coalizão de governo, além das demissões, nos últimos dois meses, do diretor adjunto do Banco Nacional, Aleksandr Pisaruk; do vice-ministro de Infraestruturas, Vladimir Shulmeister, e do vice-ministro de Economia, Ruslan Korzh, todos procedentes do mundo dos negócios.

Em dezembro do ano passado, durante uma visita a Kiev, o vice-presidente dos EUA, Joe Biden, pediu à Ucrânia um maior esforço "para acabar com a corrupção".

Fonte: EFE.

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