John Mearsheimer: Exercícios da OTAN na Polônia são 'absolutamente insensatos'

"E ouvireis de guerras e de rumores de guerras;..." Mateus 24:6

20 de junho de 2016.

Os exercícios militares da OTAN Anaconda 2016

Os exercícios militares da OTAN Anaconda 2016, que recentemente começaram na Polônia, são completamente insensatos por causa da sua natureza premeditadamente provocativa, de acordo com cientista político John Mearsheimer da Universidade de Chicago.

Numa entrevista à rede norte-americana National Public Radio (NPR), John Mearsheimer, cientista político da Universidade de Chicago, critica os exercícios militares da OTAN Anaconda 2016, que ele descreveu como “absolutamente insensatos”.

A entrevista foi realizada depois dos Anaconda 2016, as maiores manobras militares da Europa desde o fim da Guerra Fria, terem começado na Polônia no dia 17 de junho. De acordo com Mearsheimer, os jogos de guerra perto das fronteiras da Rússia podem agravar o risco de conflito.

"Os jogos de guerra de grande escala na Polônia vão ser considerados pelos russos como uma ameaça e poderão representar um motivo para eles entrarem nos Países Bálticos. Isto é, em minha opinião, extremamente insensato", assinala o especialista.

O chanceler da Alemanha, Frank-Walter Steinmeier, também segue esta posição. Ele já advertiu a NATO contra a realização de exercícios militares perto da fronteira russa.

Numa entrevista com o jornal alemãoBild no final da semana passada, ele alertou a aliança para inúteis demonstrações de força e chamou os seus membros a trabalhar em conjunto com a Rússia para garantir a segurança da Europa.

"O que não devemos fazer agora é agravar ainda mais a situação com exibições  de músculos e gritos de guerra. Quem pensa que desfiles simbólicos de tanques na fronteira oriental da aliança criarão mais segurança está errado", disse ele.

Os exercícios Anaconda 2016, uns dos maiores realizados na Polônia nos últimos 25 anos, começaram em Junho de 2016 e neles são envolvidos efetivos de mais de 20 países integrantes da OTAN. As manobras contam com cerca de 31.000 militares, 100 aeronaves, 12 navios e 3.000 veículos.

Fonte: Sputnik.

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