Jihadistas tentam levar 25 mil civis ao centro de Mossul para usá-los como escudos humanos

"E ouvireis de guerras e de rumores de guerras;..." Mateus 24:6

01 de novembro de 2016.

 

O Estado Islâmico (EI) tentou transferir nesta segunda-feira 25 mil civis de uma comarca no sul de Mossul ao centro da cidade para usá-los como escudos humanos, informou nesta terça-feira a ONU.

Os civis foram levados em "milhares de veículos", de caminhões até caminhonetes, detalhou a porta-voz do Escritório da ONU de Direitos Humanos, Ravina Shamdasani.

No entanto, a maioria dos carros não conseguiram chegar a seu destino pois havia aviões da coalizão militar que apoia o Iraque patrulhando a região e que os obrigaram a retornar à comarca de Hammam al Ali, de onde haviam partido.

Os jihadistas estão travando uma batalha contra o exército iraquiano, que avança sobre a cidade e abriu rotas de acesso estratégicas nas últimas horas a fim de libertá-la de mais de dois anos de domínio do Estado Islâmico (EI).

"Estamos muito alarmados pelo destino destes e de outros milhares de civis que foram realocados pelo Estado Islâmico nas últimas duas semanas", declarou Ravina.

De acordo com o Estatuto de Roma, através do qual foi criado o Tribunal Penal Internacional (TPI), o sequestro de pessoas em um conflito armado não internacional é um crime de guerra.

Também o é - de acordo com esse mesmo instrumento legal - ordenar o deslocamento de civis por razões não relacionadas com sua segurança ou por imperativos militares.

"Observamos que, para o Estado Islâmico, sequestrar civis para levá-los o mais perto possível da cidade de Mossul, assim como de seus escritórios e instalações militares, se transformou em um padrão de conduta", comentou a porta-voz.

O objetivo é assegurar que as áreas onde o grupo jihadista opera estão fortemente povoadas para frustrar as operações militares.

Por outro lado, a porta-voz revelou que sua entidade conta com informação sobre uma nova execução em massa por parte do Estado Islâmico, ocorrida no último sábado.

As vítimas eram 40 soldados do exército iraquiano, cujos corpos foram jogados no rio Tigre.

Por onde os jihadistas passam eles também ameaçam os familiares de pessoas que eles consideram como simpatizantes das forças de segurança iraquianas.

A ONU aplica uma metodologia muito estrita para verificar este tipo de informações, que devem provir de mais de um fonte confiável e que devem ser verificadas antes de serem passadas para a imprensa.

Fonte: EFE

 

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