Iraquianos fogem para a Síria temendo ofensiva militar contra Estado Islâmico

"E ouvireis de guerras e de rumores de guerras;..." Mateus 24:6

27 de maio de 2016.

Mais de quatro mil iraquianos abandonaram suas casas em Mossul enquanto outros se preparam para deixar a região, fugindo da possibilidade de uma ofensiva governamental contra o Estado Islâmico (EI), que controla a cidade, e seguiram para Síria, segundo alertou nesta sexta-feira a Agência de Nações para os Refugiados (Acnur).

"Imaginem como devem estar desesperadas essas pessoas sob o domínio do EI e com pleno conhecimento do que está ocorrendo em Faluja, para que decidam fugir e se transformar em refugiados na Síria", afirmou em entrevista coletiva Melissa Fleming, porta-voz da Acnur.

Fleming explicou que no último mês houve um aumento do número de refugiados iraquianos "que decidiram fazer a perigosa viagem em direção à Síria numa tentativa desesperada de escapar de Mossul, que está próxima de ser palco de uma batalha, já que o governo está se preparando para retomar a região", completou.

Segundo os dados da Acnur, desde o início de maio, 4.266 pessoas chegaram ao campo Al-Hol, situado em território sírio, na província de Hasakah, a 14 quilômetros da fronteira iraquiana.

"Sabemos que o número de refugiados iraquianos que fogem de Mossul seguirá crescendo, por isso estamos nos preparando para ajudar até 50 mil pessoas", explicou.

Para auxiliar essas pessoas, a Acnur começará hoje uma série de pontes aéreas da Jordânia para o aeroporto de Qamishli, também na província de Hasakah, controlada pelos curdos. Segundo a porta-voz, os voos estão autorizados pelo governo sírio.

A viagem entre Mossul e Al-Hol pode durar entre dois dias e uma semana, mas vários refugiados explicaram que demoraram muito mais por conta da dificuldade de passar por uma região controlada pelo EI.

Além da população local, na província de Hasakah vivem 90 mil deslocados sírios e 16 mil refugiados iraquianos.

Segundo a Acnur, 50 mil civis seguem presos em Faluja onde os militantes não permitem que eles deixem a região, onde ocorrem intensos bombardeios.

Fleming denunciou a existência de "vários casos de fome" entre a população, que estão sem acesso a alimentos e água potável, e não contam com nenhum tipo de assistência médica.

Apesar das dificuldades, cerca de 800 pessoas conseguiram escapar e foram assistidas pela Acnur.

A porta-voz ressaltou que muitos dos fugitivos denunciaram um "dramático aumento do número de mortes de homens e jovens que se negam a combater do lado do EI".

Além disso, denunciaram que os jihadistas executaram várias pessoas que tentavam fugir. 

Fonte: EFE.

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