Iraque diz à Turquia que defenderá sua soberania "a todo custo"

"E ouvireis de guerras e de rumores de guerras;..." Mateus 24:6

21 de outubro de 2016.

 

O ministro das Relações Exteriores do Iraque, Ibrahim al-Jaafari, pediu que as tropas turcas se retirem de território iraquiano e advertiu que o país defenderá sua soberania "a todo custo".

"Queremos manter a cooperação com a Turquia, mas defenderemos nossa soberania a todo custo. Não aceitamos nenhum tipo de intromissão de países vizinhos ou de outros países", manifestou Al Jaafari, em entrevista divulgada nesta sexta-feira à "France 24".

Os atritos do Iraque com a Turquia, países que compartilham uma fronteira de cerca de 350 quilômetros, afloraram pela presença turca na cidade de Bashiqa, onde instrutores turcos treinam a milícias locais sunitas para o ataque à vizinha Mossul, reduto do grupo terrorista Estado Islâmico (EI).

Apesar das exigências de Bagdá, Ancara se negou a retirar seu contingente e assegurou que só tem uma missão de treino, não de combate, apesar da presença de tanques e blindados.

"Quando os turcos entraram em Bashiqa já dissemos claramente que era uma violação da soberania iraquiana", lembrou Al Jaafari, que disse ter o respaldo da comunidade internacional neste assunto.

O ministro advertiu que "as forças políticas e militares" do Iraque estão "atentos" e acrescentou que a prioridade é "proteger a soberania iraquiana e sua integridade territorial".

Al Jaafari admitiu que permitiram a presença das forças estrangeiras da coalizão internacional, composta por potências ocidentais como os Estados Unidos e França, mas sob "determinadas condições".

"Pedimos ajuda, é certo, mas sob determinadas condições (...) Claro que a coalizão está nos ajudando agora em várias questões, por exemplo com a força aérea, mas está descartado que haja tropas de terra" da coalizão, ressaltou.

Al Jaafari, que esteve ontem em Paris em reunião internacional sobre a batalha de Mossul, se mostrou preocupado pela situação dos civis na cidade (se estima que há em torno de um milhão).

"Queremos evitar que o EI use os civis como escudo humano. As forças iraquianas avançaram rápido, mas tendo cuidado com as vidas dos civis", afirmou.

O ministro esclareceu o papel das milícias xiitas que apoiam o Exército iraquiano, em resposta à tensão que podem criar com as facções sunitas.

"São elementos muito importantes, que estão bem capacitados e são muito disciplinados", disse Al Jaafari, que adiantou que uma parte desta milícia será "reintegrada" no Exército iraquiano para fazer frente à "ameaça" do terrorismo.

Fonte: EFE.

voltar para Guerras

fwR fsN tsY show center|left tsN fwR|show fwR center|bnull||image-wrap|news login uppercase b01 bsd|fsN fwR uppercase b01 bsd|b01 c05 bsd|login news fwR uppercase b01 bsd|tsN fwR uppercase b01 bsd|fwR uppercase|content-inner||