Irã vê mão saudita no golpe fracassado na Turquia

"E ouvireis de guerras e de rumores de guerras;..." Mateus 24:6

24 de julho de 2016.

As autoridades iranianas suspeitam que a Arábia Saudita tenha estado envolvida de alguma maneira na tentativa de golpe na Turquia realizada por grupos militares na noite de 15 para 16 de julho.

A este respeito, o deputado iraniano Gholamreza Jafarzadeh, citado pela agência de notícias local FARS, ecoou as palavras do ministro iraniano das Relações Exteriores Mohammad Javad Zarif que, em uma sessão fechada do Parlamento, realizada em 17 de julho, declarou: "Dada a postura saudita em relação às questões da Turquia, podemos concluir que, provavelmente, a Arábia Saudita esteve envolvida no golpe de Estado". 

"Nosso ministro das Relações Exteriores disse, durante uma sessão às portas fechadas do Parlamento, que países como a Arábia Saudita e o Qatar não lamentaram o golpe na Turquia e há que refletir mais sobre esta questão", disse por sua vez o membro do parlamento, Akbar Ranjbarzadeh.

No entanto, as acusações não se limitam à Arábia Saudita e Qatar, pois outro relatório divulgado pelo Iran Front Page revelou que Hossein Sheikholeslam, porta-voz do conselheiro do parlamento iraniano, também acusa os EUA, Israel e Egito, além da Arábia Saudita, de ter participado do golpe.

Segundo Sheikholeslam, isso tem a ver com o fato de que a Turquia tem sugerido recentemente que não há muitas razões para continuar a luta contra o presidente sírio. 

"Se a Turquia bloquear a rota usada anteriormente pela Arábia Saudita para o contrabando de armas, explosivos e até mesmo mercenários para a Síria, a erradicação do terrorismo será muito mais fácil", diz Sheikholeslam. "É bastante provável que o que aconteceu na Turquia tenha sido resultado de esforços de norte-americanos, sauditas, egípcios e sionistas", acrescenta.

Enquanto isso, o Irã, como outros países, tem manifestado apoio ao governo turco, repudiando a tentativa de golpe. Esclarecendo a posição de seu país, Javad Zarif twittou: 

"Golpes não têm lugar na nossa região e estão condenados ao fracasso."

Fonte: Sputnik.

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