Irã promete aumentar a capacidade defensiva para enfrentar os EUA

"E ouvireis de guerras e de rumores de guerras;..." Mateus 24:6

14 de outubro de 2017.

 

As Forças Armadas do Irã seguirão desenvolvendo e melhorando "de forma ininterrupta" suas capacidades defensivas "para fazer lidar com o regime corrupto dos Estados Unidos", de acordo com declarações do porta-voz, Masud Yazayeri, divulgadas neste sábado (14) pela imprensa local. As informações são da agência EFE.

O presidente americano, Donald Trump, não certificou o acordo nuclear com o Irã na sexta-feira (13). A lei obriga o presidente a certificar ou não no Congresso, a cada 90 dias, que Teerã respeita o acordo e que este é do interesse dos Estados Unidos. "Com base no histórico de fatos, estou anunciando que não podemos e não iremos fazer essa certificação", disse durante o pronunciamento na Casa Branca.

A “descertificação” não significa, no entanto, que os Estados Unidos estão fora do pacto ou que as sanções ao país, suspensas há dois anos, voltarão a ser impostas imediatamente.

Em resposta ao discurso do presidente americano, que ameaçou abandonar o acordo nuclear iraniano, Yazayeri afirmou que forças iranianas estão "mais decididas e motivadas do que antes" e seguirão apoiando os oprimidos em todo mundo, não apenas no Oriente Médio.

"Não negaremos nossa defesa aos oprimidos em cada ponto da geografia mundial, inclusive nos EUA", disse na sexta à noite o porta-voz, enfatizando que "especialmente aos oprimidos da região da Ásia ocidental".

O porta-voz acrescentou que as ações das forças iranianos terão "efeitos externos", que o governo de Trump "observará no seu devido tempo".

O Irã e as seis grandes potências mundiais assinaram em 2015 o acordo nuclear que limita as atividades nucleares iranianas em troca do levantamento parcial das sanções internacionais contra a República Islâmica.

Após a assinatura do acordo nuclear com o Irã, o Congresso americano aprovou uma lei, conhecida pelas suas siglas em inglês INARA, exigindo ao presidente certificar a cada 90 dias se o acordo favorece o "interesse nacional" dos Estados Unidos.

Na sexta, em seu discurso, Trump ameaçou abandonar o acordo se suas "falhas" não fossem corrigidas mediante uma negociação internacional ou uma lei do Congresso americano, e elevou as tensões com Teerã sancionando o Corpo de Guardas da Revolução Iraniana.

"O corpo dos Guardiões da Revolução da República Islâmica do Irã, hoje mais querido e poderoso que nunca, irá perturbar um após o outro os sujos sonhos dos líderes americanos", afirmou Yazayeri.

As autoridades do Irã asseguraram que o acordo nuclear, conseguido após mais de uma década de negociações, não é renegociável e que será respeitado enquanto haja reciprocidade por parte dos outros signatários, o grupo 5+1 (Estados Unidos, França, Reino Unido, China e Rússia e Alemanha).

Chanceler iraniano ironiza

O ministro das Relações Exteriores do Irã, Mohammad Javad Zarif, afirmou neste sábado que as ameaças do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, "nunca intimidarão aos iranianos".

"As acusações, ameaças e blasfêmias nunca intimidarão os iranianos. Trump acabará descobrindo isso, da mesma forma que os seus antecessores", disse Zarif, em sua conta oficial do Twitter.

O ministro pediu, com sarcasmo, que as palavras exaltadas de Trump fossem comparadas com a resposta do presidente iraniano, Hassan Rohani, e disse que tanto a amizade como a "geografia" do presidente americano estão "à venda ao melhor licitante".

"Não é surpreendente que os partidários do discurso tolo de Trump sejam aqueles bastiões isso fortificações da democracia do Golfo Pérsico: Arábia Saudita, Emirados Árabes Unidos e Bahrein", completou, com ironia.

O que diz o acordo

acordo nuclear com o Irã foi alcançado em julho de 2015, após quase 20 meses de negociações, entre o governo da República Islâmica e um grupo de potências internacionais, liderado pelos EUA.

O chamado grupo P5 + 1 – cinco membros do Conselho de Segurança da ONU mais a Alemanha – aceitou encerrar as sanções ligadas ao programa nuclear iraniano, em troca de seu desmantelamento.

O pacto permite que o Irã prossiga no desenvolvimento de seu programa nuclear para fins comerciais, médicos e industriais, em linha com os padrões internacionais de não proliferação de armas atômicas. Entenda as cláusulas do acordo entre EUA e Irã.

Fonte: G1

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