Irã enriqueceu urânio em grau acima do permitido no acordo nuclear, diz agência da ONU

"E ouvireis de guerras e de rumores de guerras;..." Mateus 24:6

08 de julho de 2019.

Irã enriqueceu urânio em grau acima do permitido no acordo nuclear de 2015, confirmou nesta segunda-feira (8) a Organização Internacional de Energia Atômica (OIEA), que é ligada à Organização das Nações Unidas (ONU). O acordo nuclear internacional previa que o urânio fosse enriquecido no limite de 3,67%.

O urânio de baixo enriquecimento é usado para produzir combustível para reatores nucleares, mas, potencialmente, pode servir para a produção de armas nucleares. O país persa ameaçou reiniciar as centrífugas desativadas e aumentar o enriquecimento de urânio para 20%.

Apesar das ameaças, feitas por um porta-voz da agência nuclear do país, o chefe da Guarda Revolucionária iraniana, Hossein Salami, afirmou que "o mundo sabe" que o Irã não está em busca de armas nucleares.

"Por que eles nos sancionam globalmente sobre a questão nuclear quando o mundo sabe que não estamos buscando uma arma? Na realidade, eles estão nos sancionando por causa do conhecimento", declarou Salami, segundo a Reuters.

A Casa Branca confirmou nesta segunda que o presidente dos EUA, Donald Trump, teria conversado sobre a ameaça iraniana no aumento do enriquecimento de urânio com o presidente francês Emmanuel Macron.

"Eles discutiram sobre os esforços atuais que têm tomado para impedir o acesso iraniano às armas nucleares e também sobre a atuação perturbadora do Irã no Oriente Médio" disse o porta-voz da presidência dos EUA.

O conselheiro de segurança do governo Trump, John Bolton, confirmou que os EUA seguirá com as sanções e ampliará a pressão contra o Irã até que o país persa abandone seu programa nuclear.

"Vamos seguir pressionando o regime iraniano até que abandonem seu programa de armas nucleares e acabe com suas investidas violentas no Oriente Médio, que inclui a condução e o apoio do terrorismo no mundo", disse Bolton em um discurso. O Irã nega a produção de armas nucleares.

No domingo (7), o porta-voz da Organização da Energia Atômica do Irã, Behruz Kamalvandi, afirmou que o país está totalmente preparado para "enriquecer urânio a qualquer nível e com qualquer quantidade" e que, em algumas horas, o processo de enriquecimento superaria os 3,67%. "Por enquanto, chegaremos a um enriquecimento de 5%", afirmou.

Segundo Kamalvandi, o nível de enriquecimento de 5% é o necessário para o fornecimento de combustível para alimentar as centrais térmicas do país, sem "aumentar o número das centrífugas".

A possibilidade de o Irã passar a enriquecer urânio acima do acordado com a comunidade internacional já havia sido anunciada pelo presidente do paísHassan Rohani, na quarta-feira (3), sem mais detalhes.

Na sexta-feira (5), Ali Akbar Velayati, conselheiro para Assuntos Internacionais do aiatolá Ali Khamenei, disse que o enriquecimento de urânio do Irã aumentaria "o que for necessário para nossas atividades pacíficas".

Aumento do estoque

O anúncio de Rohani foi a segunda reação do governo iraniano à saída dos Estados Unidos do pacto internacional e ao restabelecimento de sanções por parte de Washington contra Teerã.

Na segunda-feira (1º), o governo confirmou que ultrapassou o limite previsto de 300 kg de estoque de urânio de baixo enriquecimento, também previsto pelo acordo.

Sob o tratado, o Irã foi autorizado a produzir até 300 kg desse produtoe a enviar as quantidades excedentes para fora do país para armazenamento ou venda.

O programa de enriquecimento de urânio do país também ficou submetido a um amplo sistema de controle pelos próximos 20 anos. Teerã aceitou ainda diminuir o número total de centrífugas de 19 mil para cerca de 6 mil, e a não conduzir pesquisas relacionadas ao enriquecimento de urânio até 2030.

Fonte: G1

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