Indicado de Trump para o Pentágono diz que Putin quer "quebrar a Otan"

"E ouvireis de guerras e de rumores de guerras;..." Mateus 24:6

13 de janeiro de 2017.

O indicado do presidente eleito dos Estados Unidos, Donald Trump, para dirigir o Pentágono, o general reformado James Mattis, afirmou nesta quinta-feira (12) que "é preciso reconhecer a realidade que (o presidente russo, Vladimir) Putin quis quebrar a Otan".

Na sabatina à qual foi submetido no Senado, Mattis declarou que os EUA devem tomar os passos "necessários", tanto de dissuasão militar como diplomáticos ou econômicos, para se "defenderem" da atitude de Putin, mas não se posicionou sobre se as sanções iniciadas pelo presidente Barack Obama devem continuar.

Mattis considerou que será preciso "enfrentar a Rússia em alguns assuntos" e afirmou que a ordem mundial estabelecida pelos EUA "está perante os maiores ataques desde a Segunda Guerra Mundial" por parte da Rússia, do terrorismo e do comportamento do governo chinês no Mar da China Meridional.

O general reformado, apelidado de "Cachorro Louco", disse que a Otan é "a aliança militar mais bem-sucedida da história" e deve se potencializar com missões como as de reforço da presença militar nos membros do mar Báltico perante a provocação e a ingerência russa na Ucrânia.

Mattis respondeu afirmativamente à pergunta do presidente do Comitê das Forças Armadas do Senado, John McCain, sobre a necessidade de uma presença permanente nas repúblicas bálticas como dissuasão frente à Rússia.

A posição em relação à Rússia é de especial interesse para os senadores, devido a Trump ter demonstrado admiração por Putin e criticado membros da Otan por não fornecerem fundos suficientes à aliança.

O general, com mais de 40 anos de experiência militar, considerou que as Forças Armadas americanas não têm a força necessária para resolver os desafios de segurança global, frente às propostas de cortes de tropas e despesa em Defesa do governo de Obama.

Mattis trabalhou como chefe do Comando Central durante os primeiros anos do mandato de Obama até deixar a carreira militar em 2013. Agora, foi indicado por Trump para liderar o Pentágono, mas precisará de uma isenção à lei que proíbe que um militar que tenha se afastado há menos de 7 anos assuma a liderança da Defesa.

Fonte: EFE

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