Índia implanta mísseis na fronteira com a China, agravando as tensões

"E ouvireis de guerras e de rumores de guerras;..." Mateus 24:6

26 de agosto de 2016.

 

A Índia anunciou que vai equipar as suas tropas ao longo da fronteira chinesa com mísseis BrahMos; o Ministério da Defesa da China apelou a manter a calma.

A disputa territorial de longo prazo entre Pequim e Nova Deli abrange uma extensa zona na fronteira do Tibete. A China reclama 56,3 mil km2 que estão sob o controlo da Índia, enquanto a última afirma que a China ocupa 23,5 km2 do seu território.

Para reafirmar as suas pretensões, a Índia planeja instalar na região mísseis de cruzeiro avançados BrahMos. Estes mísseis foram adoptados pelas Forças Armadas da Índia ainda em 2007 e até o momento permanecem a arma indiana mais flexível, podendo ser lançados a partir de veículos, navios de guerra, submarinos ou aviões.

Em resposta, a China apelou aos seus vizinhos para promover "a estabilidade".

"Esperamos que a parte indiana possa fazer mais pela paz e estabilidade na região fronteiriça", disse o porta-voz do Ministério da Defesa da China, Wu Qian, segundo a publicação indiana.

O ministério chinês destacou também que, para assegurar paz e estabilidade ao longo da fronteira sino-indiana, é importante atingir um consenso.

A opinião foi ecoada pelo jornal PLA Daily (Diário do Exército de Libertação Popular):

"As notícias atraíram muita atenção. O passo da Índia de instalar mísseis na fronteira nacional já excedeu as necessidades de defesa e representa um perigo sério para o Tibete e Yunnan [província chinesa]".

"A instalação de mísseis BrahMos levará, com certeza, a uma maior competição e antagonismo nas relações sino-indianas e terá um impacto negativo sobre a estabilidade na região".

A Índia está negociando um acordo com os EUA visando comprar canhões M777A2 para implantar também ao longo da fronteira. Entretanto, o contrato parece ser travado por causa das flutuações de preço.

Nas últimas semanas a China e a Índia têm reforçado as suas forças armadas ao longo da fronteira. No mês passado, a Índia deslocou para a região de Ladakh cerca de 100 tanques. Em resposta, Pequim avisou sobre as possíveis consequências econômicas desse passo para o país.

Fonte: Sputnik.

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