Iêmen: "catástrofe feita pelo homem acontecendo diante dos olhos" do mundo

"E ouvireis de guerras e de rumores de guerras;..." Mateus 24:6

11 de outubro de 2016.

Secretário-geral da ONU falou a jornalistas nesta segunda-feira sobre situação no país; bombardeio a funeral no sábado deixou pelo menos 140 mortos; para Ban Ki-moon, ataque é "ultrajante violação à lei humanitária internacional".

O secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, falou a jornalistas reunidos na sede da organização em Nova York, nesta segunda-feira, sobre a situação no Iêmen.

Para o chefe da ONU, uma "catástrofe causada pelo homem está se desenrolando diante dos olhos" do mundo.

Bombardeio a funeral

Ban citou o bombardeio a um funeral no sábado, que deixou pelo menos 140 mortos, chamando a ação de "ultrajante violação à lei humanitária internacional".

Ele afirmou que ataques aéreos da coalizão liderada pela Arábia Saudita já causaram "imensa carnificina" e destruíram muitas das instalações médicas do país e infraestrutura vital.

O secretário-geral declarou que relatos iniciais do local indicam que o bombardeio de sábado também foi um ataque da coalizão.

Impunidade e dor

Segundo Ban, a "impunidade só tem agravado a dor", defendendo ser preciso haver prestação de contas pela "terrível conduta de toda essa guerra".

Por isso, ressaltou o secretário-geral, o alto comissário da ONU para direitos humanos, Zeid Al Hussein, pediu que um órgão internacional independente realize investigações abrangentes sobre alegações de violações das leis internacionais humanitária e de direitos humanos".

Assistência humanitária

O chefe da ONU destacou ainda que mais de 20 milhões de iemenitas, ou 80% da população, precisam de assistência humanitária.

Ban pediu para que a comunidade internacional aumente seu apoio, ressaltando que o apelo mais recente da ONU está financiado em apenas 50%.

Ação política

No entanto, o secretário-geral ressaltou que o alívio humanitário não é substituto de ação política.

Ban pediu o fim dos combates, "como a única forma de proteger civis", e a retomada de negociações políticas, "como a única forma de acabar com o conflito".

Desde a eclosão dos combates no Iêmen em março de 2015, pelo menos 4.125 pessoas morreram e mais de 7,2 mil ficaram feridas.

Fonte: Rádio ONU.

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