Há proliferação de novos grupos armados no Sudão do Sul, revela ONU

"E ouvireis de guerras e de rumores de guerras;..." Mateus 24:6

22 de junho de 2016.

Estudo destaca que fações são consequência da “abordagem altamente militarizada do governo”; Conselho dos Direitos Humanos debate situação do mais novo país do mundo.

A segurança no Sudão do Sul “continua extremamente frágil” dois anos e meio após o início do conflito, relata um informe das Nações Unidas. O estudo foi apresentado esta terça-feira no Conselho dos Direitos Humanos, em Genebra

A informação dada pela vice-chefe dos Direitos Humanos, Kate Gilmore,  revela um país  ”marcado por abusos e violações dos direitos humanos”.

Cessar-fogo

Segundo o documento, apesar do cessar-fogo entre o governo e os rebeldes assinado em agosto passado  ”continuam os assassinatos, a violência sexual, os deslocamentos, a destruição e os saques.”

O estudo atribui a maior responsabilidade às forças aliadas ao governo pelas violações ocorridas depois da assinatura do entendimento.

Há registos de violência em áreas como Grande Equatória e Grande Bahr el Ghazal, que antes não eram afetadas pelo conflito. Civis sofrem com “combates esporádicos do exército e de um número crescente de grupos armados”.

O documento sublinha ainda que essas formações surgiram como resposta à “abordagem altamente militarizada do governo para combater a insegurança no país.”

Brilho de Esperança

Gilmore disse que houve um “brilho de esperança” em abril, com a formação de um novo governo de transição de união nacional. A medida está prevista no acordo de paz.

Mas revelou que a crise humanitária profunda causada pelo conflito provocou mais de 1,6 milhão de deslocados e obrigou cerca de 600 mil pessoas a procurar refúgio nos países vizinhos.

Perto de 10% dos desalojados estão nas instalações das Nações Unidas e estes têm “perspectivas sombrias” de retorno.

Incidentes Violentos

Em grande parte do país as populações “enfrentam insegurança alimentar severa e possivelmente a fome”. Houve um aumento de incidentes violentos como disparos, emboscadas, assaltos, assédio, roubo.

Nos últimos 12 meses, três trabalhadores humanitários morreram. O número de profissionais que foram vítimas do tipo de atos desde que o conflito começou subiu para 55.

Ameaças e Represálias

Com a morte de pelo menos sete jornalistas no ano passado, a ONU alerta que reduziu muito o espaço de expressão da sociedade civil e dos meios de comunicação independentes desde o início do conflito. Ativistas de direitos humanos também têm sido alvo de ameaças e represálias.

O estudo recomenda a prestação de contas  das partes do conflito “que tem as suas raízes na ausência de responsabilização pelas violações passadas”.

Gilmore disse que se isso não  acontecer agora,  a paz sustentável vai continuar evasiva com consequências graves para o povo do Sudão do Sul.

Fonte: Rádio ONU.

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