Governo do Curdistão: operação da Turquia contra curdos é um genocídio

"E ouvireis de guerras e de rumores de guerras;..." Mateus 24:6

14 de março de 2016.

O governo regional do Curdistão iraquiano considera a operação militar realizada pelas autoridades da Turquia contra os curdos no sudeste da Turquia como genocídio, disse o representante do governo regional em Moscou.

Lembramos que, no verão de 2015, a Turquia iniciou uma campanha militar contra o Partido dos Trabalhadores do Curdistão (PKK) nas regiões do sudeste do país com predominância de população curda. Desde o início da operação Ancara impôs uma série de recolheres obrigatórios que impedem a fuga de civis das regiões atingidas pela operação.

“Não há dúvida que são os civis que sofrem mais… Por isso a exterminação dos curdos é um verdadeiro genocídio”, disse Aso Talabani à RIA Novosti em uma entrevista.

Talabani sublinhou que não há militantes do PKK em algumas cidades nas quais Ancara efetua a sua operação militar.

“Por exemplo, há um guerrilheiro em uma casa residencial. Mas centenas de pessoas comuns vivem [também] nesta casa. Os turcos bombardeiam esta casa por meio de tanques e helicópteros. Para eliminar um guerrilheiro [eles] matam centenas de civis”, explicou o oficial.

O Estado-Maior da Turquia estima que mais de 1.000 militantes curdos tenham sido mortos na operação anti-PKK desde meados de dezembro. Os ativistas curdos, por sua vez, insistem que a maiorias das vítimas era civil.

Além disso, após o atentado em Ancara, que levou as vidas de 37 pessoas e feriu mais de 120 neste domingo (13), a aviação turca alvejou as posições do PKK no norte do Iraque, informou hoje (14) a agência Reuters.

Sublinha-se que 11 aviões atacaram 18 alvos nas posições curdas.

As autoridades da Turquia informam que os dados preliminares da investigação da explosão que sacudiu a capital turca testemunham que os militantes curdos do PKK podem ser ligados ao atentado.

Após mais de dois anos de cessar-fogo, as hostilidades entre as forças militares e policiais turcas e do Partido dos Trabalhadores do Curdistão (PKK) foram retomadas no verão passado, comprometendo as conversações de paz iniciadas em 2012 para pôr fim a um conflito que desde 1984 já deixou mais de 40 mil mortos.

O Partido dos Trabalhadores do Curdistão (PKK) é considerado oficialmente como uma organização terrorista na Turquia.

Fonte: Sputnik.

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