G20 tem Síria, Ucrânia, mares da China e Coreia do Norte como desafios

"E ouvireis de guerras e de rumores de guerras;..." Mateus 24:6

02 de setembro de 2016.

A guerra na Síria, a crise na Ucrânia, as tensões no mar da China Meridional, a questão nuclear na Coreia do Norte, a gestão do "Brexit", o fluxo de refugiados e o terrorismo serão foco de grande parte dos debates entre os principais líderes internacionais durante a cúpula do G20 na China.

A cidade de Hangzhou, famosa por sua pacífica vida ao redor do Xi Hu (Lago do Oeste), será o palco de dois intensos dias de reuniões entre os líderes no domingo e na segunda-eira.

A presença dos presidentes de Estados Unidos, Barack Obama; Rússia, Vladimir Putin; e Turquia, Recep Tayyip Erdogan, pode levar três dos principais países envolvidos no conflito na Síria a tentar pôr em comum suas estratégias divergentes.

A tarefa tornou-se mais complicada desde a recente entrada da Turquia no conflito sírio, bombardeando paralelamente tropas do Estado Islâmico (EI) e os combatentes das Unidades de Proteção do Povo Curdo (YPG), aliados dos EUA.

Por sua vez, Rússia e Turquia, outrora em crise devido à derrubada de um avião militar russo pelas forças armadas turcas em outubro de 2015, terão a oportunidade de continuar aproximando posturas, agora que Ancara não exige de forma tão taxativa a saída do líder sírio, Bashar al Assad, mais em linha com Moscou, que se opõe que ele deixe o poder.

Hangzhou, onde estarão também a chanceler da Alemanha, Angela Merkel, e o presidente do Conselho Europeu, Donald Tusk, brindará ainda a oportunidade de avaliar o questionado acordo entre Ancara e a UE para a deportação de refugiados - da Europa para o território turco - e que incluía uma eventual entrada da Turquia no bloco comunitário.

Já o presidente da França, François Hollande, vai se reunir com Merkel e Putin para debater a crise entre Moscou e Kiev pela península da Crimeia, anexada pela Rússia.

À margem destes conflitos, as atenções na cúpula estarão voltadas também ao encontro previsto entre o presidente do país organizador, Xi Jinping, com Barack Obama.

Em sua última visita à Ásia antes de deixar a presidência dos Estados Unidos, Obama deve aproveitar a ocasião para ratificar com Xi o pacto sobre a mudança climática alcançado no final do ano passado na cúpula de Paris, consolidando a luta contra o aquecimento global como interesse de ambos.

Este será certamente o fruto mais positivo de suas conversas, que podem ainda englobar o tema da militarização no mar da China Meridional, onde Pequim tem disputas territoriais com várias nações vizinhas.

Embora Pequim tente evitar qualquer menção a suas disputas marítimas durante a cúpula, já que quer resolvê-las diretamente com os países envolvidos, Obama pode tentar capitalizar a decisão anunciada em julho pela corte internacional de Haia a favor das Filipinas em seu litígio com a China.

Também no plano regional, a escalada nuclear da Coreia do Norte deve ser motivo de debates entre Obama e Xi, sobretudo por causa do plano de resposta dos EUA de instalar o escudo antimísseis THAAD na Coreia do Sul, uma iniciativa que Pequim vê como uma ameaça.

É esperado ainda em Hangzhou um encontro entre Xi, a presidente da Coreia do Sul, Park Geun-hye, e o primeiro-ministro do Japão, Shinzo Abe, em meio às tensões entre China e Japão, agora sobre as ilhas Diaoyu/Senkaku.

Por fim, a primeira-ministra do Reino Unido, Theresa May, participará de sua primeira cúpula do G20 com a árdua tarefa de preservar as boas relações com seus aliados europeus após o "Brexit" e a necessidade de estabelecer acordos comerciais com países de fora do bloco, especialmente com a China, pragmática a respeito, mas favorável a uma UE unida. 

Fonte: EFE.

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