França e Reino Unido pedem reunião do Conselho de Segurança sobre mísseis do Irã

"E ouvireis de guerras e de rumores de guerras;..." Mateus 24:6

04 de dezembro de 2018.

 

Os embaixadores de França Reino Unido solicitaram nesta segunda-feira (3) uma reunião do Conselho de Segurança da ONU, após acusarem o Irã de lançar um míssil de médio alcance neste fim de semana, informaram fontes diplomáticas. A princípio, a reunião deve ocorrer nesta terça-feira (4).

A França declarou estar preocupada com este lançamento teste ocorrido supostamente no sábado, que descreveu como "provocativo e desestabilizador", e que "não se enquadra" na resolução 2231 da ONU sobre o acordo com o Irã.

Já o secretário britânico de Relações Exteriores, Jeremy Hunt, qualificou o teste de "provocativo, ameaçador e inconsistente" com as diretrizes da ONU, acrescentando que "devem cessar" definitivamente.

Os Estados Unidos consideraram que o suposto teste foi uma violação da resolução da ONU que apoiou o acordo nuclear de 2015 entre Irã e as seis potências, do qual Washington já se retirou. Esta resolução pede que o Irã se abstenha de testar mísseis capazes de carregar ogivas nucleares.

O Irã afirma que seu programa de mísseis tem natureza defensiva e não visa lançar qualquer arma nuclear, uma posição apoiada pela Rússia no Conselho de Segurança.

EUA pedem sanções

Os Estados Unidos pediram à União Europeia (UE) nesta segunda-feira (3) para aplicar sanções contra o programa de mísseis balísticos do Irã. O governo norte-americano qualificou os testes como "ameaça grave e crescente".

Durante o fim de semana, o secretário de Estado americano, Mike Pompeo, acusou o Irã de testar um míssil de médio alcance capaz de transportar múltiplas ogivas e atingir partes da Europa e todo o Oriente Médio.

"O governo iraniano afirma que seus testes de mísseis têm um caráter puramente defensivo. Não são defensivos", disse à imprensa o enviado especial de Washington, Brian Hook, aos repórteres a bordo do avião de Mike Pompeo enquanto viajava a Bruxelas para uma reunião da Otan.

"Gostaríamos que a União Europeia empregasse sanções que apontem para o programa de mísseis do Irã", pediu Hook

Hook disse que a campanha de "pressão máxima" do presidente Donald Trump sobre Teerã desde que se retirou do acordo nuclear com o Irã "pode ser efetiva se mais nações puderem se juntar a nós nessas sanções".

"É uma ameaça séria e crescente, e as nações de todo o mundo, não apenas a Europa, devem fazer o possível para atacar o programa de mísseis do Irã", acrescentou.

Hook disse que há um "progresso" para que os aliados da Otan considerem uma proposta voltada para indivíduos e entidades que desempenham um papel fundamental no programa de mísseis do Irã.

Os países da UE denunciaram a medida e estão trabalhando para preservar o acordo nuclear, embora também tenham criticado as posições iranianas em outras questões.

Fonte: AFP

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