França diz que postura dos EUA sobre o Irã coloca o Oriente Médio em perigo

"E ouvireis de guerras e de rumores de guerras;..." Mateus 24:6

23 de maio de 2018.

O ministro das Relações Exteriores da França, Jean-Yves Le Drian, afirmou nesta quarta-feira (23) que a postura americana a respeito do Irã favorecerá os conservadores, ao invés dos moderados, e aumentará os riscos de conflito no Oriente Médio, de acordo com a France Presse.

"Este conjunto de sanções que será organizado contra o Irã não favorecerá o diálogo, ao contrário, favorecerá a presença e a pujança dos conservadores no Irã, enfraquecerá o presidente Rohani, que queria negociar", declarou à rádio France Inter.

"Esta postura pode colocar a região em um risco maior do que hoje", completou.

O governo dos Estados Unidos prometeu na segunda-feira (21) impor ao Irã as sanções "mais fortes da história", caso Teerã não ceda a uma lista de severas exigências para um "novo acordo" sobre seu programa nuclear, depois que Washington abandonou o texto de 2015.

Esta retirada supõe o retorno de uma série de sanções americanas contra as empresas que trabalham com o Irã.

O ministro francês das Relações Exteriores repetiu seu temor de um "conflito regional" pela conjunção das crises na Síria e Irã. Ao ser questionado se existe um risco de guerra, respondeu: "Sim".

Ameaça americana

Semanas depois de os Estados Unidos se desligarem de um acordo nuclear internacional com Teerã, o secretário de Estado dos Estados Unidos, Mike Pompeo, delineou uma abordagem rigorosa para a República Islâmica que incluiu trabalhar de perto com o Pentágono e com aliados regionais para conter o Irã.

Na segunda-feira (21), Pompeo revelou 12 exigências para o regime e disse que uma suspensão das sanções econômicas só ocorrerá quando Washington tiver visto mudanças tangíveis nas diretrizes iranianas. O secretário de Estado disse que os EUA responsabilizarão aqueles que fizerem negócios proibidos no Irã.

Sua ameaça de novas sanções chega no momento em que os membros europeus do acordo nuclear – França, Reino Unido e Alemanha – trabalham para encontrar uma maneira de manter o pacto em vigor depois da saída norte-americana.

Pompeo disse que Washington estaria aberto a um novo tratado e que quer o apoio dos aliados dos EUA.

No início deste mês o presidente norte-americano, Donald Trump, retirou seu país do pacto de 2015, que classificou como um "acordo horrível e unilateral", dizendo que ele não trata das atividades de mísseis balísticos do Irã nem refreia seu comportamento na região.

Entenda o acordo nuclear

O Plano de Ação Conjunto Global (JCPOA, na sigla em inglês), como informa a rede BBC, foi acordado pelo Irã e cinco membros permanentes do Conselho de Segurança das Nações Unidas - os Estados Unidos, Reino Unido, França, China e Rússia, além da Alemanha (o grupo chamado de P5 +1 ).

O documento estabelece um teto para o estoque de urânio enriquecido do Irã – material usado para produzir combustível para reatores, mas também armas nucleares – por 15 anos e limita o número de centrífugas para enriquer o material por 10 anos. Teerã também se comprometeu a modificar um reator de água pesada, de modo que não seja capaz de produzir plutônio – um substituto para o urânio usado em bombas.

O acordo foi reforçado pela resolução 2231 do Conselho de Segurança e teve sua implementação iniciada em janeiro de 2016, depois que a Agência Internacional de Energia Atômica (IAEA, na sigla em inglês) certificou que o Irã cumpriu seu deveres principais.

Fonte: G1

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