Forças sírias retomam área estratégica de Aleppo

"E ouvireis de guerras e de rumores de guerras;..." Mateus 24:6

28 de novembro de 2016.

Exército sírio e aliados avançam sobre região-chave no leste da cidade e impõem aos rebeldes seu maior revés na região em quatro anos. Mais de 10 mil pessoas são forçadas a fugir em meio aos combates.

As Forças Armadas sírias e as milícias aliadas retomaram nesta segunda-feira (28/11) o controle de um importante distrito do leste de Aleppo, no que é considerado o maior revés imposto aos rebeldes desde 2012 na cidade.

Segundo a organização Observatório Sírio dos Direitos Humanos, que monitora o conflito no país árabe, o avanço sobre o distrito de Al-Sakhour divide a área controlada pelos rebeldes em duas, cortando os canais de comunicação entre ambas. Cerca de 10 mil pessoas foram forçadas a abandonar a região.

Seis mil civis fugiram para o distrito de Sheikh Maqsoud, controlado por forças curdas, enquanto um grande número de pessoas se dirigiu às áreas controladas pelo governo A emissora estatal de televisão confirmou, citando fontes militares, que o Exército e seus aliados tomaram por completo a região, antes o maior bastião urbano das forcas rebeldes, e trabalham para retirar minas terrestres do local.

Segundo o diretor do Observatório, Rami Abdulrahman, nos últimos dias as tropas do governo apoiadas por milícias xiitas expulsaram os rebeldes de uma área correspondente a um terço da cidade. O leste de Aleppo foi arrasado durante quatro anos por intensos combates e pelos bombardeios das forças do governo e seus aliados, que atingiram diversas áreas civis.

Segundo a organização Médicos sem Fronteiras (MSF), 250 mil civis se encontravam sitiados na região, enfrentando escassez de alimentos, medicamentos e combustíveis. Mais de 225 civis, incluindo 27 crianças, morreram desde o início da ofensiva do governo no leste de Aleppo, no dia 15 de novembro.

O conflito na Síria, que começou como uma revolta popular em 2011, se transformou numa complexa guerra civil envolvendo Rússia, Irã, Turquia, além de uma série de milícias de diversas etnias e grupos religiosos, resultando no maior fluxo de refugiados para a Europa desde a Segunda Guerra Mundial.

Fonte: DW

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