Forças do Iraque atacam defesas do Estado Islâmico no extremo leste de Mosul

"E ouvireis de guerras e de rumores de guerras;..." Mateus 24:6

01 de novembro de 2016.

Forças do Iraque apoiadas por uma coalizão liderada pelos Estados Unidos alvejaram posições de defesa do Estado Islâmico no extremo leste de Mosul com disparos de artilharia e ataques aéreos nesta terça-feira, um dia depois de combaterem dentro da cidade pela primeira vez.

Uma fumaça cinza-escura pairava no ar a leste do bastião dos militantes islâmicos, e era possível ouvir o som contínuo dos disparos de artilharia, disse um repórter da Reuters próximo de Bazwaia, cerca de cinco quilômetros a leste de Mosul.

Ainda mais ao leste era possível ouvir explosões.

"Atualmente estamos envolvidos em batalhas nos arredores do leste de Mosul", disse o tenente-general Abdul Wahab al-Saidi, da unidade de elite Serviço de Contraterrorismo (CTS).

"A pressão está em todos os lados da cidade para facilitar a entrada no centro da cidade".

Duas semanas depois de terem iniciado uma campanha para retomar Mosul do Estado Islâmico auxiliadas por um grande apoio terrestre e aéreo dos EUA, as forças iraquianas liberaram dezenas de vilarejos e cidades na planície de Nínive, a leste da cidade, e agora avançam ao longo do rio Tigre vindas do sul.

Mas os combates dentro da própria cidade, o último grande bastião dos jihadistas no Iraque e que ainda abriga 1,5 milhão de habitantes, podem levar meses.

A ofensiva, que envolve forças regulares do Exército, unidades de elite de contraterrorismo, a polícia federal, combatentes curdos peshmerga e milícias xiitas, é a mais complexa desde a invasão encabeçada pelos norte-americanos em 2003 que depôs Saddam Hussein.

Os comandantes alertaram que a luta pode durar meses.

Em Bazwaia, guardas do CTS disseram à Reuters que um suicida em um carro-bomba tentou atacar sua posição no início desta terça-feira, mas que o detiveram com metralhadoras. Destroços e partes do corpo do agressor ainda podiam ser vistas às margens do local.   

Além dos ataques suicidas, os militantes do Estado Islâmico refrearam o avanço do Exército com atiradores de elite, morteiros, bombas de beira de estrada e armadilhas explosivas dentro de edifícios abandonados.

Eles também expulsaram milhares de civis de vilarejos e os obrigaram a andar junto a combatentes em retirada rumo a Mosul, usando-os como "escudos humanos", disseram autoridades da Organização das Nações Unidas (ONU) e moradores dos vilarejos.

Mosul é muito maior do que qualquer outra cidade controlada pelo Estado Islâmico no Iraque ou na Síria. Sua recaptura marcaria o fim da ala iraquiana do califado que o grupo declarou em partes dos dois países dois anos atrás, embora os militantes sunitas radicais tenham se recuperado de contratempos anteriores no Iraque.

Fonte: Reuters.

 

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