Exército sírio avança em Aleppo e pede aos rebeldes que se rendam

"E ouvireis de guerras e de rumores de guerras;..." Mateus 24:6

03 de outubro de 2016.

As forças governamentais da Síria prosseguiram neste domingo sua violenta ofensiva contra os bairros de Aleppo controlados pelos rebeldes, aos quais ofereceram uma "saída segura" caso se rendam e abandonam a cidade.

"Os comando dos exércitos russo e sírio garantirão aos homens armados do leste de Aleppo uma saída segura e lhes prestarão a ajuda que necessitem", informou a agência oficial de notícias síria "Sana".

As forças armadas de ambos países pediram esta retirada, segundo a "Sana", para que os civis possam "viver com normalidade" após vários dias de intensos bombardeios da aviação governamental e russa sobre as áreas sob controle dos opositores, a maioria localizada na parte leste da cidade.

A situação dos residentes desses bairros é desesperadora devido ao longo cerco militar a que foram submetidos, o que faz com que escasseiem os bens básicos, assim como as provisões médicas para tratar os feridos.

Nos últimos dias, quatro hospitais do leste de Aleppo (Omar Ben Abdelaziz, Shawqui Hilal, Al Daqad e Al Sajur) ficaram fora de serviço devido aos danos causados pelos bombardeios aéreos e de artilharia, segundo o Observatório Sírio de Direitos Humanos.

A ONG destacou que a intenção por trás dos ataques a centros hospitalares é forçar a população civil a fugir a zonas controladas pelas autoridades para receber atendimento médico e que os civis pressionem os milicianos para que aceitem uma rendição.

Por outra parte, o Observatório informou hoje que continuam os bombardeios sobre várias áreas do norte e do centro de Aleppo, sob controle de milícias rebeldes e grupos islamitas, assim como sobre a metade oriental da cidade.

Ao mesmo tempo, as forças governamentais estão enfrentando os opositores armados em torno da rotunda de Yandul, situada na entrada norte da cidade, e na área industrial de Al Shaquif, localizada também no norte.

As tropas e as milícias que apoiam Damasco alcançaram avanços nos últimos dias nessa área, onde hoje recuperaram totalmente o controle do hospital Al-Kindi, segundo a agência de notícias "Sana".

Também retomaram os arredores do bairro de Al Shaquif, a colina de Al Hamra e pelo menos 16 fazendas ou campos de cultivo localizados ao sudoeste do campo de refugiados palestinos de Handarat, que as forças sírias arrebataram há poucos dias de facções islâmicas e rebeldes.

O campo de refugiados está situado ao norte de Al-Kindi e é considerado estratégico para o controle do acesso setentrional a Aleppo e da principal via de provisões do regime que passa pelo norte da cidade, o denominado caminho de Castelo.

Na região norte também estão se mobilizando as forças curdas, que controlam o bairro de Al Sheikh Maksud, perante a escalada de violência entre o regime e os rebeldes.

Fontes da chefia das Unidades de Proteção do Povo, milícias curdo-sírias, disseram ao Observatório que seus combatentes avançaram na região localizada entre Al Shaquif e Al Yandul.

Os milicianos curdos buscam consolidar suas posições nos arredores do território que controlam em Al Shaquif, para poder repelir "qualquer provável ofensiva" do regime ou dos insurgentes nos próximos dias sobre Sheikh Maqsud, acrescentaram as fontes.

Sheikh Makqsud é um bairro de maioria curda e está situado no norte da cidade, na divisa entre os bairros governamentais e os bairros opositores, e foi alvo de ataques por parte de grupos armados e facções islâmicas.

Por outra parte, o Observatório informou que prosseguiram os confrontos entre os insurgentes e as forças de Damasco nas cercanias do bairro de Bustan al Basha, no centro de Aleppo, e no bairro de Sheikh Said, na periferia sul.

Segundo a ONG, que dispõe de uma ampla rede de ativistas no terreno, se registraram baixas em ambos lado, embora não tenha apresentado um número exato de mortos ou feridos.

No último dia 22 de setembro, o exército do presidente Bashar al Assad, respaldado por aviões russos, lançou uma nova e agressiva ofensiva contra os rebeldes em Aleppo, em meio a condenações internacionais.

A maior cidade do norte da Síria foi uma das mais castigadas pelo conflito, já que desde de 2012 disputam seu controle o governo e os rebeldes, os quais conquistaram uma ampla parte da mesma esse ano.

Fonte: EFE.

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