Exército sírio se apodera de território rebelde no coração de Aleppo

"E ouvireis de guerras e de rumores de guerras;..." Mateus 24:6

06 de outubro de 2016.

Os Estados Unidos condenaram nesta quarta-feira o novo plano do governo de Israel para construir 300 novas casas no território ocupado da Cisjordânia, e advertiu que a nação judaica deve escolher "entre expandir os assentamentos e preservar a possibilidade de uma solução pacífica de dois Estados" com os palestinos.

Em um comunicado bastante duro, o porta-voz adjunto do Departamento de Estado dos EUA, Mark Toner, condenou "categoricamente a recente decisão do governo israelense de impulsionar um plano que criaria um novo assentamento de tamanho notável no meio da Cisjordânia".

"Seguir adiante com este novo assentamento, que poderia incluir até 300 casas, trará ainda mais prejuízo para as perspectivas de uma solução de dois Estados", garantiu Toner.

"Cedo ou tarde, os israelenses deverão decidir entre expandir os assentamentos e preservar a possibilidade de uma solução pacífica de dois Estados", advertiu o porta-voz.

Segundo o jornal israelense "Ha'aretz", as autoridades do país aprovaram na semana passada um plano para a construção de 98 casas - com a possibilidade de expandir esse número para 300 - em um novo assentamento situado ao lado de Shvut Rachel, para realocar os colonos judeus desalojados de outro assentamento, o de Amona.

O que preocupa os Estados Unidos é "a localização deste assentamento nas profundezas da Cisjordânia, mais perto da Jordânia que de Israel, o que conectará uma série de postos que na prática dividem a Cisjordânia e tornam mais remota a possibilidade de um Estado palestino viável", segundo Toner.

"A autorização retroativa de colônias ilegais próximas, ou o redesenho das fronteiras dos assentamentos locais, não muda o fato de que esta aprovação contradiz declarações públicas anteriores do governo de Israel, que afirmou que não tinha a intenção de criar novos assentamentos", indicou o porta-voz.

"É muito preocupante, depois que Israel e EUA concluíram um acordo de assistência militar sem precedentes, projetado para fortalecer ainda mais a segurança de Israel, que Israel tome uma decisão tão contrária a seus interesses de segurança no longo prazo como a resolução pacífica do conflito com os palestinos", acrescentou Toner.

Os Estados Unidos ficaram especialmente irritados que o plano fosse confirmado "enquanto Israel e o mundo choravam o falecimento do presidente Shimon Peres", dado que é um projeto que "minaria gravemente as perspectivas de uma solução de dois Estados, que ele (Peres) apoiou tão veementemente", afirmou o porta-voz.

"Seguir em frente com este novo assentamento é outro passo para concretizar uma realidade de apenas um Estado, de ocupação perpétua, que é fundamentalmente incoerente com o futuro de Israel como Estado judeu e democrático", alertou Toner.

"Passos como estes suscitarão apenas a condenação da comunidade internacional, distanciarão Israel de muitos de seus sócios e questionarão ainda mais o compromisso de Israel para conseguir uma paz negociada", destacou o funcionário do governo americano.

O porta-voz da Casa Branca, Josh Earnest, por sua vez afirmou em sua entrevista coletiva diária que a decisão gerou "decepção e profunda preocupação" na Casa Branca, porque torna "mais difícil alcançar a solução" de dois Estados. 

Fonte: EFE.

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