EUA mandam aviões à Síria para proteger forças especiais

"E ouvireis de guerras e de rumores de guerras;..." Mateus 24:6

20 de agosto de 2016.

Os Estados Unidos enviaram aviões ao nordeste da Síria para proteger suas forças especiais que assessoram os combatentes curdos, que eram bombardeados nesta sexta-feira, pelo segundo dia consecutivo, pelo regime de Bashar al Assad.

"Isto foi feito para proteger as forças da coalizão", explicou o porta-voz do Pentágono, capitão Jeff Davis, sobre o envio na quinta-feira de aviões para a Síria.

"Deixamos claro que os aviões americanos defenderiam as tropas em terra se fossem ameaçadas", acrescentou.

No entanto, não foram registrados confrontos diretos, já que antes da chegada dos aviões americanos à zona em questão, perto da cidade síria de Hassaké, as aeronaves sírias abandonaram a área.

A partir de agora, os aviões da coalizão internacional realizarão mais patrulhas nesta região.

Em uma das patrulhas desta sexta-feira, "dois aviões sírios SU-24 tentaram transitar pela região e cruzaram com aviões da coalizão. A presença destes aviões incitou os aviões sírios a abandonar a região sem incidentes", informou na noite desta sexta-feira um encarregado da defesa americana.

Os ataques de quinta-feira foram realizados por bombardeiros sírios SU-24 e tinham como alvo as forças curdas, que treinam sob a supervisão de conselheiros especiais americanos, indicou o Pentágono.

É a primeira vez desde o início da guerra na Síria, em março de 2011, que o regime bombardeia posições curdas.

"Isto é muito incomum, nunca antes vimos que o regime realizasse este tipo de ações contra a YPG (Unidades de Proteção do Povo Curdo)", que combate o grupo Estado Islâmico no norte da Síria, destacou Davis.

"Consideramos que estas situações que põem em risco à coalizão são muito perigosas e temos o direito de nos defender", acrescentou.

Os aviões do regime sírio bombardearam nesta sexta-feira, pelo segundo dia consecutivo, os setores controlados pelas forças curdas em Hassaké.

Rami Abdel Rahman, diretor do Observatório Sírio de Direitos Humanos (OSDH), disse à AFP que "não há forças especiais americanas na cidade, mas estas estão em bases americanas a seis quilômetros ao norte".

O diretor desta ONG que conta com uma importante rede de fontes de informação na Síria confirmou "a chegada de reforços a estas bases hoje (sexta) de soldados provenientes da Síria e do exterior e de helicópteros militares".

Dois terços de Hassaké são controlados pelos curdos e o resto pelo regime do presidente sírio, Bashar al Assad.

Desde a quarta-feira, forças pró-regime e a polícia curda (Assayech) se enfrentam em violentos combates, após acusações mútuas de detenções, com um balanço de 39 mortos, segundo o OSDH.

Fonte: AFP.

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