EUA lançam dezenas de mísseis contra a Síria em resposta a ataque químico

"E ouvireis de guerras e de rumores de guerras;..." Mateus 24:6

07 de abril de 2017. 

 

Os Estados Unidos lançaram mais de 50 mísseis Tomahawk contra uma base aérea na Síria na noite desta quinta (6), de onde, segundo o presidente Donald Trump, partiu um ataque químico que matou mais de 80 pessoas esta semana.

Segundo o "New York Times" os ataques aconteceram por volta das 21h30 (hora de Brasília), 3h30 na hora local da Síria.

O presidente Donald Trump, que participou nesta quinta de um jantar com o presidente chinês Xi Jinping na Flórida, confirmou a ordem. Ele diz que Assad usou um agente nervoso mortal para matar muitos. "Esta noite eu dei ordem para um ataque militar na base militar na Síria de onde o ataque químico foi lançado".

Trump fez ainda um apelo a outros países após o ataque. "Esta noite eu chamo todas as nações civilizadas para buscar um fim à matança e ao banho de sangue na Síria".

Segundo o presidente, "é de vital interesse da segurança nacional dos Estados Unidos prevenir e deter o uso de armas químicas mortais".

Foto aéra da base de Al Shayrat, na Síria (Foto: Reprodução/Google Maps)

Foto aérea da base de Al Shayrat, na Síria (Foto: Reprodução/Google Maps)

O presidente disse também que não há dúvidas de que o governo sírio usou armas químicas, "violando as suas obrigações em relação à convenção de armas químicas e ignorando o Conselho de Segurança da ONU". e que anos de tentativas prévias de modificar o comportamento de Assad falharam.

Segundo a Reuters, a emissora de TV estatal síria afirmou que uma base militar síria foi alvo de uma "agressão americana" nesta sexta (horário local) e que o ataque "levou a perdas", sem especificar quais seriam.

O Pentágono informou que as forças russas que atuam na Síria foram comunicadas sobre o ataque com antecedência e que setores da base onde havia russos foram evitados e não foram atingidos.

 (Foto: Editoria de Arte/G1)

(Foto: Editoria de Arte/G1)

Os mísseis foram lançados na Al Shayrat Airfield, perto de Homs e teriam atingido aeronaves, pistas e bombas de combustível.

Os mísseis Tomhawk foram disparados de navios dos EUA que estão no Mediterrâneo Oriental, segundo a agência Reuters.

De acordo com a CNN, 50 mísseis foram lançados, mas a agência France Presse afirma que foram 70 mísseis.

Os mísseis são a primeira ação direta dos EUA contra Bashar Al-Assad. Trata-se de uma mudança significativa na ação americana na região, pois até então os EUA apenas vinham atacando o Estado Islâmico.

O ataque é uma resposta militar ao ataque químico ocorrido na Síria esta semana e que matou mais de 80 pessoas. A Turquia, após realizar autópsia em vítima, afirmou que há indícios de que foi usado gás sarin. O regime de Bashar Al-Assad, por sua vez, nega que tenha usado armas químicas.

O ataque sob ordem de Trump veio cerca de 72 horas após a ação com armas químicas, sem consulta ao Congresso. A medida, além de demonstrar uma tomada de decisão mais rápida que a do antecessor Barack Obama, que chegou a cogitar ações contra Assad, mas não as botou em prática. Também é um revés em relação ao que Trump vinha pregando em seus discursos, de que os EUA deveriam se concentrar na destruição do Estado Islâmico, e não na deposição de Assad.

No tuíte abaixo, de 2013, Trump manda recado ao então presidente Obama afirmando que não há vantagem em atacar o país. "Não há lado positivo, apenas um tremendo lado negativo".

Fonte: G1

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