EUA: China usa 'táticas coercitivas' nos territórios em disputa

"E ouvireis de guerras e de rumores de guerras;..." Mateus 24:6

13 de maio de 2016.

 

A China está usando "táticas coercitivas" para expandir sua presença marítima no Mar da China Meridional, apesar de evitar ações que possam gerar um conflito armado, assinalou o Pentágono nesta sexta-feira. 

"Em 2015, a China utilizou táticas coercitivas para fazer prevalecer seus interesses de maneira que, calculadamente, não cheguem a gerar um conflito armado", afirma o relatório do departamento americano de Defesa. 

A China utilizou "embarcações da guarda costeira" para realizar demonstrações de força na zona em disputa com seus vizinhos, mas evitou o emprego de navios de guerra, destaca o documento. 

A China reclama quase a totalidade do Mar da China Meridional, uma zona estratégica para o comércio mundial igualmente disputada por Vietnã, Filipinas, Malásia e Brunei. 

Para apoiar suas pretensões territoriais, a China realizou enormes operações de terraplanagem em ilhotes do arquipélago de Spratly, e Pequim agora reivindica uma zona de 12 milhas em torno da obra. 

Os Estados Unidos rejeitam esta reivindicação e enviaram navios de guerra para águas a menos de 12 milhas do arquipélago visando garantir a liberdade de navegação na zona. 

Em seu relatório, o Pentágono reconhece que a China "fez uma pausa no final de 2015" nas obras de terraplanagem, após avançar sobre o mar em "cerca de 1.300 hectares" entre sete ilhas e arrecifes. 

Quando terminar a obra, a China terá três pistas de aviação nas Spratly, além de portos e sistemas de vigilância para "melhorar sua capacidade de controlar (...) o espaço militar" na zona, adverte o documento.

Fonte: AFP.

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