EUA acusam diretamente militares sírios de atrocidades e torturas

"E ouvireis de guerras e de rumores de guerras;..." Mateus 24:6

22 de novembro de 2016.

A embaixadora americana perante a Organização das Nações Unidas (ONU), Samantha Power, no Conselho de Segurança citou nesta segunda-feira, com nomes e sobrenomes, vários militares sírios como supostos responsáveis por atrocidades contra civis e torturas durante a guerra no país.

"Os Estados Unidos não vão deixar que aqueles que dirigiram unidades que cometeram estas ações se escondam de forma anônima atrás da fachada do regime de (Bashar) Al-Assad. Sabemos que alguns destes são comandantes", disse a embaixadora.

Samantha leu uma lista de nomes de militares que, de acordo o governo americano, foram desde 2011 responsáveis por "matar e ferir civis com ataques aéreos e terrestres em cidades, áreas residenciais e infraestruturas".

"Estamos acompanhando suas ações, documentando seus abusos e algum dia eles prestarão contas", insistiu.

Na lista lida por ela estavam generais, coronéis e outros importantes membros do Exército sírio.

Samantha também compartilhou com os demais membros do Conselho os nomes de outros comandantes sírios supostamente responsáveis por torturas cometidas em prisões do país.

Os Estados Unidos exigiram o fim deste tipo de prática e criticaram a Rússia por não se posicionar contra os supostos crimes cometidos pelo governo de Al-Assad, que os russos apoiam diplomaticamente e no território.

Segundo ela, grupos de fora do governo também cometeram torturas e outros crimes graves e seu país condena todos esses fatos, independentemente de quem seja o responsável.

Em seu discurso, a embaixadora americana denunciou também a situação no leste de Aleppo, área sob o controle rebelde, que nos últimos dias foi alvo de uma nova ofensiva do Exército sírio.

A Rússia, no entanto, acusa o Ocidente de fazer discursos que "não correspondem à realidade" e defende sua atuação na Síria. De acordo com o embaixador adjunto russo, Vladimir Safronkov, as "portas da cooperação" continuam abertas ao resto da comunidade internacional.

Fonte: EFE

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