Estados do Golfo Árabe pedem que ONU intervenha para parar ofensiva em Aleppo

"E ouvireis de guerras e de rumores de guerras;..." Mateus 24:6

02 de outubro de 2016.

O Conselho de Cooperação do Golfo (GCC), formado por seis membros, exigiu, neste sábado, que a ONU intervenha na Síria para impedir os bombardeios aéreos à cidade de Aleppo que, segundo o órgão, estão matando centenas de civis.

O conselho dominado por muçulmanos sunitas --representando Arábia Saudita, Emirados Árabes, Bahrein, Kuwait, Omã e Catar-- disse que a ofensiva do governo sírio na cidade estava sistematicamente destruindo os bairros e é uma "agressão flagrante às leis internacionais".

"O secretário-geral... exige que o Conselho de Segurança da ONU intervenha imediatamente para parar a agressão à cidade de Aleppo e encerrar o sofrimento do povo sírio", disse o GCC, em um comunicado, na agência de notícias estatal saudita SPA.

E pediu que as Nações Unidas "implemente resoluções relevantes do conselho sobre a crise da Síria".

Por dez dias, uma ofensiva do governo sírio, apoiada pela Rússia, tem sido realizada para capturar a oriental Aleppo e derrubar o último reduto urbano de revolta contra o presidente sírio Bashar al-Assad, que começou em 2011.

O colapso do último cessar-fogo da Síria intensificou a possibilidade de que estados do Golfo, incluindo Arábia Saudita e Catar, possam armar rebeldes sírios com mísseis de ombro para que eles se defendam contra aviões sírios e russos, disseram oficiais norte-americanos na segunda-feira. 

Fonte: Reuters.

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