Estado Islâmico é pressionado por milícias xiitas perto de Mossul

"E ouvireis de guerras e de rumores de guerras;..." Mateus 24:6

30 de outubro de 2016.

 

As forças paramilitares iraquianas avançavam neste domingo frente aos extremistas no segundo dia de sua ofensiva para cortar a rota entre Mossul e os territórios que o grupo Estado Islâmico controla na Síria.

Combatentes das Unidades de mobilização popular (Hachd al-Chaabi), uma coalizão de milícias xiitas apoiadas pelo Irã, tomaram mais duas aldeias e várias áreas circundantes, anunciaram em vários comunicados.

Uma dessas localidades é Al-Imraini, a 45 km de Tal Afar, o principal alvo de sua ofensiva. Esta cidade era povoada principalmente por muçulmanos xiitas antes de ser tomada pelos extremistas sunitas do EI em 2014. 

Hachd al-Chaabi também quer cortar as rotas de abastecimento do EI entre Mossul e o leste da Síria, particularmente seu reduto de Raqa.

Mas para chegar lá, o caminho é longo para essas forças, até então pouco envolvidas na operação lançada em 17 de outubro para retomar Mossul, a única grande cidade iraquiana ainda controlada pelo EI.

A participação dessas unidades na ofensiva tem sido questionada. Os curdos iraquianos e os sunitas não são favoráveis.

As milícias xiitas afirmam ter nenhuma intenção de entrar na cidade de Mossul, de maioria sunita. No passado, essas milícias foram acusadas de cometer abusos ao entrar em cidades habitadas por sunitas.

As relações entre os paramilitares xiitas e a coalizão internacional liderada pelos Estados Unidos também são tensas, apesar de as milícias serem muito populares no Iraque, país de maioria xiita.

O presidente turco Recep Tayyip Erdogan advertiu no sábado as milícias caso atinjam as populações turcomanas de Tal Afar. "Se as Hachd al-Chaabi semearem o terror entre essas populações, então nossa resposta será diferente", alertou, segundo a agência de notícias Anatolia.

Por outro lado, os combates a oeste de Mossul poderiam ameaçar a cidade histórica de Hatra, inscrita no Patrimônio Mundial da Unesco, e as famosas ruínas de Nimrod, dois sítios arqueológicos já vandalizados pelo EI.

A operação em Mossul também progredi no sul, onde as forças federais retomaram no sábado a cidade de Al-Shura.

Na cidade cristã de Bartalla, cinco quilômetros a leste de Mossul, o exército consolida suas posições através da instalação de um novo depósito.

A medida que as tropas de Bagdá avançam em direção a Mossul, milhares de civis pagaram o preço dessa ofensiva. Segundo a ONU, cerca de 8.000 famílias foram sequestradas pelos extremistas do EI nesta cidade. Os reféns poderiam ser usados como "escudos humanos" pelos islamitas.

"A estratégia depravada e covarde [do EI] consiste em tentar usar a presença de civis para fazer com que determinados locais, áreas e zonas militares não sejam alvos de operações militares", declarou em um comunicado o alto comissário da ONU para os Direitos Humanos, Zeid Ra'ad Al Hussein.

Mais de 17.600 pessoas foram deslocadas desde o início da ofensiva, de acordo com a Organização Mundial para as Migrações (OMI).

A ONU advertiu que quase um milhão de pessoas poderiam ser forçadas a deixar suas casas, provocando uma emergência humanitária.

Fonte: AFP

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