Estado Islâmico ataca Homs e Damasco e mata mais de 150

"E ouvireis de guerras e de rumores de guerras;..." Mateus 24:6

22 de fevereiro de 2016.

 

Apesar da ofensiva do Exército sírio e da coalizão internacional, o grupo extremista sunita Estado Islâmico (EI, ex-Isis) cometeu uma série de atentados na Síria neste domingo (21), provocando a morte de mais de 150 pessoas e deixando outras 200 feridas. Um duplo atentado com carro-bomba em Homs, no centro do país e controlada pelo governo sírio, deixou ao menos 57 pessoas mortas, a maioria civis, de acordo com o Observatório Sírio para os Direitos Humanos (OSDH), que contabiliza também 100 feridos.   

Entre as vítimas, há 11 crianças e algumas mulheres. As emissoras locais de televisão exibiram imagens de corpos carbonizados e vários prédios danificados pelas explosões.   

Cerca de uma hora depois, jihadistas do EI voltaram a atacar a capital do país, Damasco, no subúrbio xiita de Sayyiadah Zaynab, próximo a um importante local de culto que abriga o mausoléu de uma das netas do profeta Maomé. Mais de 96 pessoas morreram e 100 ficaram feridas em quatro explosões provocadas por carros-bombas e homens suicidas. O Estado Islâmico assumiu a autoria dos ataques através de um texto publicado na revista do califado. No entanto, entidades sírias afirmam que ao menos 50 jihadistas teriam sido mortos nas últimas 24 horas a leste de Aleppo pelas tropas governistas, que contam com apoio aéreo da Rússia. Os ataques ocorreram no mesmo dia em que o secretário de Estado norte-americano, John Kerry, anunciou em Amã ter chegado a um acordo provisório de cessar-fogo na Síria, o qual poderia ser implementado nos próximos dias. Ele se reuniu com o ministro jordaniano das Relações Exteriores, Nasser Judeh, e com o chanceler russo, Sergei Lavrov. O mundo hoje está mais perto de um cessar-fogo, mais do que nunca, comentou Kerry. O acordo ainda não foi firmado e os presidentes Barack Obama e Vladimir Putin ainda podem discuti-lo nos próximos dias, acrescentou o norte-americano, referindo-se aos mandatários dos Estados Unidos e Rússia, respectivamente.   

O acordo, porém, deve excluir os grupos terroristas listados pelas Nações Unidas, vigorando somente entre o regime de Damasco e os movimentos rebeldes. Em uma entrevista ao jornal espanhol El Pais, o ditador sírio, Bashar al-Assad, disse que está pronto para participar de uma trégua, desde que esta não seja usada por militantes para reforçar suas posições. É preciso impedir que os terroristas rebeldes se aproveitem de uma suspensão das operações militares para melhorarem suas posições, disse Assad, acusando também a Turquia de oferecer apoio logístico aos terroristas.   

Na semana passada, as potências internacionais já tinham anunciado que chegaram a um acordo de cessar-fogo, o qual deveria ter entrado na vigor na sexta-feira. A guerra civil síria, iniciada em 2011, na onda da Primavera Árabe, já matou mais de 250 mil pessoas e provocou o êxodo de metade da população do país.

Fonte: ANSA.

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