Em meio a tensão com Rússia, tropas da Ucrânia fazem exercício militar na fronteira com Crimeia

"E ouvireis de guerras e de rumores de guerras;..." Mateus 24:6

11 de agosto de 2016.

O presidente da Ucrânia, Petro Poroshenko, afirmou ter ordenado, nesta quinta-feira (11/08), “máximo alerta de combate” para todas as forças militares do país na fronteira com a península da Crimeia, onde iniciaram exercícios, e na divisa com as regiões separatistas no leste do país. O movimento vem após acusações russas de que a Ucrânia teria usado "táticas terroristas” e de tentar uma incursão na Crimeia para desestabilizar a área.

"Ordenei colocar em máximo alerta de combate todas as unidades na fronteira administrativa com Crimeia e ao longo de toda a linha de separação de forças no Donbass (área no leste da Ucrânia)", disse o chefe do Estado ucraniano em sua conta de Twitter.

Os exercícios militares foram confirmados por um porta-voz do Estado Maior da Ucrânia à agência Reuters. A movimentação se iniciou na quarta-feira (10/08).

Na quarta, o presidente russo, Vladimir Putin, acusou a Ucrânia de planejar ataques armados no território da Crimeia (anexado pela Rússia em março de 2014) para desestabilizar a região.

O FSB, serviço secreto russo, afirmou que duas incursões ocorreram na Crimeia no final de semana com o objetivo de atentar contra "infraestruturas vitais da península". Segundo o FSB, um soldado russo e um agente do serviço foram mortos na ação para prender os "sabotadores". Um dos acusados pertenceria ao serviço de inteligência da Ucrânia. Putin disse que seu país adotará medidas de segurança mais fortes contra o que classificou como atos "estúpidos e criminais" da Ucrânia.

Poroshenko referiu-se que as acusações do mandatário russo como "absurdas e cínicas". “As acusações russas de terrorismo contra a Ucrânia na Crimeia ocupada soam absurdas e cínicas assim como a afirmação da liderança russa sobre a falta de tropas russas em Donbass”, disse. 

A Crimeia foi anexada pela Rússia em março de 2014 após um referendo, não reconhecido pela Ucrânia e por vários países da comunidade internacional. A incorporação ocorreu após um conflito em fevereiro daquele ano, que culminou com a derrubada de Viktor Yanukovich da presidência na Ucrânia. 

Estima-se que 9.000 pessoas morreram em decorrência do conflito que se seguiu à anexação da península.

Fonte: Sputnik.

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