Efeitos do conflito matam mais de 180 crianças por dia na Nigéria

"E ouvireis de guerras e de rumores de guerras;..." Mateus 24:6

13 de maio de 2016.

As maiores causas da morte são insegurança alimentar e desnutrição; nos Camarões, maioria dos refugiados nigerianos quer voltar, mas está preocupada com condições nas áreas de origem.

Pelo menos 184 crianças morrem diariamente na Nigéria devido ao aumento da insegurança alimentar e da desnutrição, revelou esta sexta-feira o Escritório da ONU de Assistência Humanitária, Ocha.

Cerca de 67 mil menores desnutridos, com idades entre seis meses e cinco anos, podem morrer em 2016 nos estados nigerianos de Borno, Adamawa e Yobe. As três áreas são as mais afetadas pelo conflito entre o governo e o movimento islâmico Boko Haram.

Acesso

O escritório revelou que o ataque das milícias fragiliza a segurança e complica o acesso de ajuda humanitária aos mais necessitados.

Ofensivas da força multinacional da região repeliram o grupo para áreas fronteiriças do Níger e da Nigéria. Mas várias aldeias com pouca ou nenhuma presença militar continuam a ser atacadas.

Como efeito do conflito, o Ocha recorda também a subida em 10 vezes do número de crianças usadas pelo Boko Haram como suicidas. Cerca de 75% dos 44 menores envolvidos em atentados deste tipo em 2015 foram meninas.

Retorno

Entretanto, uma pesquisa feita pelo Alto Comissariado das Nações Unidas para Refugiados, Acnur, mostra que 76% de refugiados nigerianos no norte dos Camarões querem voltar para casa com a melhoria da segurança no nordeste.

A pesquisa revela que 45% desejam retornar imediatamente à casa, e 38% querem esperar e ver a evolução da situação de segurança. Os Camarões acolhem cerca de 65 mil refugiados da Nigéria.

Condições

Para o Acnur, os retornos devem ser voluntários e as pessoas não devem ser enviadas para as áreas, onde as vidas seriam mais difíceis e expostas a perigos devido à destruição generalizada.

A agência exorta os governos a manter as portas abertas para os que fogem do conflito entre o governo e as milícias Boko Haram.

Acesso 

Desde o ano passado, o Acnur disse que não teve acesso a mais de 20 mil pessoas que retornaram ao seu país da Bacia do Lago Chade.

Mais de 200 mil pessoas fugiram para os Camarões, Chade e Níger após ataques em aldeias nigerianas nos estados de Borno, Adamawa e Yobe desde 2014.  A agência quer a sua situação seja levada a sério pelas autoridades.

Fonte: Rádio ONU.

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