Dois anos de conflito na Ucrânia deixaram 2.000 mortos, segundo ONU

"E ouvireis de guerras e de rumores de guerras;..." Mateus 24:6

14 de julho de 2016.

Dois anos de conflito separatista na Ucrânia causaram 2.000 mortos, com 90% deles como consequência de bombardeios indiscriminados contra áreas residenciais, disse nesta quinta-feira a ONU em um balanço deste período de violência.

Neste relatório, a ONU denuncia que a impunidade prevaleceu frente aos crimes cometidos após uma insurreição que explodiu em abril de 2014 com fins separatistas nas regiões de Donetsk e Lugansk, no leste da Ucrânia, onde ocorreu a grande maioria dos crimes.

A Missão de Observação da ONU na Ucrânia, a cargo desta avaliação, denunciou mais uma vez que o conflito nessas áreas é incentivado "pela entrada de combatentes estrangeiros e de armamento da Rússia", perto de ambas as regiões.

"Ninguém assumiu a responsabilidade pela morte de algum civil nas hostilidades", diz o relatório, acrescentando que "alguns desses assassinatos podem constituir crimes de guerra ou crimes contra a humanidade".

O relatório de 20 páginas é acompanhado de um anexo de 31 adicionais nas quais são descritos mais de 60 casos específicos relacionados com o assassinato de civis e de outras pessoas protegidas pelas normas internacionais em zonas de guerra, como prisioneiros.

Segundo a ONU, "um significativo número de pessoas, incluindo civis, foram executados sumariamente ou morreram em custódia", com a maioria de casos que parecem ter ocorrido entre 2014 e começo de 2015.

A informação indica que os grupos armados rebeldes executavam em particular pessoas que tinham ou que se achava que tinham ideias em favor da união nacional ou de apoio ao Exército regular.

De outro lado, se afirma que as forças governamentais tiveram como alvo indivíduos em função de sua suposta filiação ou apoio à insurreição, ou considerados como favoráveis à Rússia.

Afirma-se também que foram documentados assassinatos dentro das fileiras tanto das forças armadas ucranianas, como dos grupos levantados em armas, incluindo "o homicídio intencional de pelo menos 121 soldados, alguns dos quais eram informantes que revelaram más condutas das forças ucranianas nas áreas de conflito".

Por outro lado, se anota que houve "uma falta de disciplina generalizada" em grupos armados ilegais constituídos de forma precipitada, assim como dentro das forças (regulares) ucranianas, incluindo soldados mobilizados e batalhões de voluntários.

"Um número significativo de pessoas conhecidas como criminosas também se uniram a um ou outro lado", revela o relatório. 

Fonte: EFE.

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