Desdobramentos da saída dos aviões russos da base aérea de Hamadã (Irã)

"E ouvireis de guerras e de rumores de guerras;..." Mateus 24:6

17 de agosto de 2016.

A saída dos aviões russos da base aérea de Hamadã, no território do Irã, é a primeira operação estrangeira iniciada no território iraniano desde a Segunda Guerra Mundial, escreve o jornal The New York Times.

Anteriormente, foi informado que o Ministério da Defesa russo confirmou a colocação de bombardeiros Tu-22M3 e Su-34 na base aérea de Hamadã, no território iraniano.

Bombardeiros russos alvejaram posições do grupo terrorista Daesh (proibido na Rússia) na Síria a partir do aeródromo iraniano de Hamadã. Antes disso, a Força Aeroespacial da Rússia realizou voos a partir da base síria de Hmeymim.

Funcionários norte-americanos declaram que não foram pegos de surpresa sobre a cooperação militar do Irã e da Rússia, mesmo assim, de acordo com a edição NYT, a decolagem dos aviões da base iraniana surpreendeu a Casa Branca.

"Acredito que até agora estamos tentando esclarecer o que eles [a Rússia e o Irã] estão fazendo", o jornal cita palavras do porta-voz do Departamento do Estado dos EUA, Mark Toner, na edição do jornal.

Graças ao acordo com Teerã, Moscou se viu beneficiado no que diz respeito à situação síria e aumentou sua capacidade de ataque, assinala a edição.

Mas não existem somente vantagens táticas. A utilização pela Rússia da base síria pode ser considerada como um dos pontos do grande plano: a criação de coalizão na Síria, tendo a Rússia como personagem principal, acrescentou o NYT. Estas notícias sobre o Irã comprovam a normalização das relações entre Rússia e Turquia, deixando claro o aumento da influência russa na região.

O novo nível de cooperação militar entre a Rússia e o Irã põe em dúvida a estratégia militar dos EUA. A edição julga a possiblidade de Washington ter causado erro quando recusou criar zonas com espaço aéreo fechado, neste caso, sobre território sírio. Devido à ausência destas zonas, Moscou pôde realizar operações militares na Síria, limitando a liberdade de ação de Washington, segundo o jornal.

Fonte: Sputnik.

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