Denúncias revelam abuso de crianças sírias em campo de refugiados "exemplar" na Turquia

"E ouvireis de guerras e de rumores de guerras;..." Mateus 24:6

13 de maio de 2016.

 

A Turquia se viu abalada nesta quinta-feira com uma revelação de uma série de supostos abusos sexuais cometidos contra crianças sírias em um campo de refugiados considerado exemplar pelas autoridades turcas.

Um agente de manutenção do campo de Nizip, situado na província de Gaziantep (sudeste), próximo da fronteira síria, está sendo acusado de ter violentado pelo menos oito crianças sírias entre 8 e 12 anos no ano passado, informou a agência de imprensa Dogan.

A agência do governo turco a cargo de situações de emergência (AFAD), que gerencia o acampamento onde vivem 10.800 pessoas, indicou em um comunicado que "acompanhava de perto" o caso.

Vários dirigentes europeus, entre eles a chanceler alemã, Angela Merkel, e o presidente do Conselho Europeu, Donald Tusk, visitaram há um mês o campo vizinho, Nizip II. Tusk elogiou a ação da Turquia, "o melhor exemplo para o mundo da forma como se devia tratar os refugiados".

O Partido Republicano do Povo (CHP), principal formação da oposição, pediu a abertura de uma investigação parlamentar e enviará na sexta-feira uma delegação ao campo de Nizip, indicou no Twitter Veli Agbaba, secretário-geral adjunto.

Segundo o jornal Birgün, o agente, detido em setembro, é suspeito de ter estuprado trinta crianças, ainda que a maior parte das famílias não tenha denunciado por medo de serem expulsas. A promotoria pede 289 anos de prisão.

O homem está sendo acusado de ter atraído as supostas vítimas à área dos banheiros, onde as teria violentado em troca de algo entre 1,5 e 5 libras turcas (o equivalente a 0,45 centavos de euros a 1,50 euros), segundo Dogan.

"A AFAD está tomando medidas para evitar novos incidentes desse tipo", indicou a agência no comunicado.

A Turquia acolhe oficialmente três milhões de refugiados, incluindo 2,7 milhões de sírios, três quartos dos quais vivem fora dos acampamentos.

Fonte: AFP.

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