Estado Islâmico tenta abrir nova frente usando Turquia como porta de entrada

"E ouvireis de guerras e de rumores de guerras;..." Mateus 24:6

10 de fevereiro de 2017.

 

Durante uma reunião com seu homólogo afegão, Salahaddin Rabbani, na terça-feira (7), o ministro das Relações Exteriores russo, Sergei Lavrov, comunicou a preocupação de Moscou quanto à crescente presença do Estado Islâmico no Afeganistão. Em entrevista à Sputnik, o especialista turco na região da Ásia Central, Esedullah Oguz, comentou a situação.

Segundo Esedullah Oguz, devido às grandes perdas do Estado Islâmico na Síria e no Iraque, o grupo terrorista está tentando abrir uma nova frente no norte do Afeganistão, região possuidora de um número significativo de militantes que se juntam às suas fileiras nos últimos anos.

Descrevendo a Turquia como a principal rota usada por terroristas para chegar ao Afeganistão, Oguz alertou a importância de reforçar as fronteiras da Turquia.

"A fronteira turca tornou-se um ponto de trânsito onde [os terroristas] do Afeganistão e da Ásia Central não encontram nenhum problema para entrar. Basta pagar 500 dólares", disse Esedullah Oguz à Sputnik Turquia.

Ele acrescentou que as autoridades turcas têm trabalhado no fortalecimento das fronteiras.

"Durante uma operação no bairro de Zeytinburnu em Istambul, a polícia prendeu 400 pessoas que cruzaram ilegalmente a fronteira turca. A área é usada frequentemente por jihadistas da Ásia Central rumo à Síria e ao Iraque."

Esedullah Oguz relembrou fatos históricos. Segundo ele, quando os EUA começaram a ajudar os radicais islâmicos, durante a década de 1980, organizações jihadistas começaram a surgir no Afeganistão, fornecendo assim um fundo ideológico para a atividade do Estado Islâmico na região.

"Em 2001, os EUA prometeram transformar o Afeganistão em uma região livre do terrorismo. Quinze anos depois, o Afeganistão continua a ser uma fonte de ameaça terrorista."

"A estrutura estatal e militar do Afeganistão foi modelada sobre a que existe nos Estados Unidos — um exército de contrato e um sistema presidencial. Como resultado, o país recebeu um sistema fraco e instável, vulnerável a ataques terroristas."

"No momento, o governo afegão tem cerca de 350.000 soldados na folha de pagamento. Mas o que o país realmente precisa é um exército de recrutamento, não contratual como nos EUA", enfatizou Esedullah Oguz.

O Afeganistão sofre com a atividade do Talibã, um grupo militante formado nos anos de 1990, que busca estabelecer uma lei Sharia estrita no Afeganistão e no Paquistão.

A crise no país provocou o surgimento de células locais de outras organizações extremistas como o Estado Islâmico, que é proibido na Rússia e em muitos outros países.

Fonte: Sputnik

https://br.sputniknews.com/oriente_medio_africa/201702107644593-daesh-frente-afeganistao-turquia/

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